Nos 111 anos do Ceará, lembranças da homenagem à camisa alvinegra

Leia a Coluna desta segunda-feira (2), especial de aniversário do Vozão

Matéria por  Tom Barros
02 de Junho de 2025 - 06:00
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“Eu já dei orgulho. Raiva. Muito mais orgulho que raiva. Já fui beijada. Idolatrada. Virei manto. Fiz gente chorar. Fiz gente sorrir. Fiz gente chorar e no minuto seguinte sorrir. Já fui lilás. Preta. Branca. Branca e Preta. Já fizeram loucuras por mim. Fizeram juras por mim. Viraram a casaca por mim. Eu já enxuguei suor. Lágrima. Sangue. Já fui rasgada. Pisoteada. Massacrada. Mas me defendi. Eu tenho escudo. E nele tem estrela. Cinco, na verdade. Eu já fui de Tiquinho. Gildo. Sérgio Alves. Já joguei milhares de clássicos-rei. E fui rei. Eu já enfrentei até Pelé. E acredite, venci. Eu já fiz coração bater 100 vezes por minuto. Já fiz coração bater 150 vezes por minuto. Já fiz coração parar de bater durante os 90 minutos. Um minuto de silêncio. Por quem gritou por mim. Por quem vibrou por mim. Por quem morreu por mim. Porque eu tenho tradição. Porque eu sou da nação. Eu sou alvinegra de coração. Eu sou listrada. Eu sou amada. Eu sou eterna. Eu nasci em 1914. E não vou morrer nunca”. 

 

Autoria 

 

O texto acima, intitulado “Camisa Alvinegra”, foi escrito em 2012 pelo meu filho Marcel Barros, publicitário, com ilustração e arte de Diego Mourão. Não conheço homenagem assim a outras camisas. Pode ser que exista, mas desconheço. No texto presente, a camisa alvinegra fala. Emociona. Tem vida. Dá um belo recado.  

 

Primeira vez 

 

Nesta longa existência de mais de onze décadas, que atleta terá vestido a primeira camisa alvinegra? Quem terá sido o felizardo? Alguém sabe seu nome? Certamente, jamais imaginou que seria pioneiro de uma trajetória de conquistas memoráveis, de emoções inesquecíveis. 

 

Pesquisa 

 

Nossos pesquisadores Eugênio Fonseca ou Nirez Filho teriam condições de descobrir quem primeiro vestiu o manto alvinegro? Lembrando que somente em 1915 o Ceará passou a usar a camisa alvinegra. Antes, o uniforme era camisa roxa e calção branco. A mudança aconteceu porque, na época, era difícil encontrar camisas roxas. 

 

Formação 

 

Também vem a curiosidade de saber qual a formação da equipe que usou o primeiro uniforme alvinegro. Eles, sem saber, estavam inaugurando o que se eternizaria, chegando aos dias atuais como símbolo de luta, garra, resiliência, afeição, afeto, amor e vitórias. 

 

A todos 

 

Nesta data, sendo impossível citar aqui todos os atletas e dirigentes que, dentro e fora de campo, edificaram a história do Ceará, desejo, na pessoa do maior ídolo do clube, Gildo Fernandes de Oliveira, render homenagens a todos os alvinegros, por mais um aniversário do Vozão. Gildo é a imagem da vitória e inspiração para todas as gerações. 



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