A surpreendente ascensão do Ceará
Leia a Coluna desta quarta-feira (7)
Quando terminou a Série B de 2024, com a confirmação da subida do Vozão para a Série A, fiquei temeroso. O Ceará havia tido enorme dificuldade para confirmar a classificação. Dependeu de terceiros. Enfim, acabou festejando seu retorno à elite nacional.
A grande indagação era a seguinte: com o elenco, que teve dificuldades para subir, conseguiria o Vozão encarar os desafios de um nível muito superior? Bastaram alguns ajustes e contratações para o time mostrar-se capaz de competir. E aí está na sétima colocação.
O Vozão está à frente de equipes grandes como Corinthians, Internacional, Atlético Mineiro, São Paulo, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama e Santos, ou seja, oito dentre os chamados doze gigantes do futebol brasileiro. É verdade que houve apenas sete rodadas. Tudo bem. Mas os números são altamente positivos.
É claro que está cedo demais para avaliações definitivas. Mas, de qualquer maneira, são dados concretos. De forma discreta, o time evoluiu. Ao técnico Léo Condé o crédito pela boa e atual produção da equipe.
Afirmação
Alguns jogadores alvinegros cresceram na atual competição. Cito, por exemplo, o volante Dieguinho. Sua participação coletiva tem sido exemplar. Pedro Henrique, igualmente, ganhou a posição, não apenas pelos gols que marcou, mas pelo engajamento no espírito do grupo.
Artilheiro
De forma isolada, optei por falar sobre o desempenho de Pedro Raul. A princípio, a maioria da torcida me pareceu cética, quando de sua contratação. Mas ele cuidou de quebrar a desconfiança e as incertezas. A sequência de gols importantes o levou aos braços da torcida.
Aproveitamento
Há no Ceará um jogador que, a meu juízo, está a merecer um melhor aproveitamento. É o jovem ponta-esquerda, Guilherme. Nas oportunidades que teve, ele mostrou um futebol agudo, incisivo, muito bom. O técnico Léo Condé poderia ampliar a participação desse atleta nas futuras jornadas. É apenas uma observação.
Segurança
Outro atleta que tem correspondido bastante é o zagueiro Marllon. Seguro. Eficiente. E, não raro, faz seus gols de cabeça. Desde que o notável Luiz Otávio foi afastado para tratamento de uma lesão, creio que só agora a defesa alvinegra encontrou um zagueiro que transmite segurança semelhante à que o grande Luiz Otávio transmitia.
Conclusão
As observações feitas agora dizem respeito ao atual momento. A Série A é légua tirana. Muitas mudanças acontecerão. Alguns times crescerão. Outros oscilarão. Uma metamorfose total poderá acontecer. Ao Ceará cabe não perder o foco, fazendo as correções de rumo. Tudo no devido tempo. Para começar, está indo bem.