A importância dos treinadores no Brasil

Leia a Coluna desta segunda-feira (25)

Escrito por Tom Barros tom.barros@svm.com.br
25 de Agosto de 2025 - 06:00
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Nos últimos anos, dois técnicos de fora fizeram história no futebol cearense: Rogério Ceni e Juan Pablo Vojvoda. Ambos brilharam intensamente no Fortaleza. Transformaram-se em ídolos do clube. As duas ausências até hoje são comentadas e sentidas. 

À distância, acompanhei atentamente os trabalhos que realizaram. Cada um a seu modo. Rogério Ceni sisudo, fechado, mas muito competente. Vojvoda mais leve, suave, acessível, também um vencedor. Gostei muito mais do jeito de Vojvoda. Questão de preferência mesmo. 

Ceni faz belo trabalho no Bahia. Vojvoda assume o Santos hoje. Já estreia no próximo domingo, dia 31 de agosto, em casa, na Vila Belmiro, diante do Fluminense. Conseguirá no Santos o êxito que alcançou no Fortaleza? Só Deus sabe... O futebol não permite antecipar resultados. 

Aqui, de forma discreta, tirando leite de pedra, com elenco limitado, Léo Condé tem revelado sua competência no comando do Ceará. Sou admirador do comportamento de Condé: sem estrelismo, faz o que lhe cabe. E tem feito muito bem. 

 

Serenidade 

 

Sou do tempo de Vicente Feola, treinador calmo, sereno, estilo paizão, que comandou o Brasil na gloriosa conquista do primeiro título mundial, em 1958, na Suécia. Não queria aparecer mais que os jogadores. Jamais ficou com papagaiadas à beira do gramado. Muito educado. A todos tratava com distinção. 

 

Importante 

 

Tem treinador que se acha. É importante. Trata com desdém seus comandados e esnoba a imprensa. Pensa estar acima do bem e do mal. Não cito o nome de ninguém. E nem é preciso. Os torcedores observam estes treinadores bobinhos, que têm o rei na barriga, arrogantes e bestas. Ainda bem que são nuvens passageiras. 

 

Modismo 

 

De certa época para cá, foi gerado o modismo do treinador português. Pronto. Nasceu na terra de Pedro Álvares Cabral, traz o homem. Pode não entender de navegação ou de caravelas, mas entende de futebol. Antes, na década de 1950, o modismo foi treinador húngaro. Nasceu na terra de Puskas, contrata. 

 

Itália 

 

Agora, a solução é italiana. Bela e canora Itália. Berço de tenores famosos como Enrico Caruso, Luciano Pavarott e Tito Schipa. De lá veio Ancelotti, o treinador que tem a missão de salvar a “pátria de chuteiras”, expressão do grande Nelson Rodrigues, também autor do livro “À sombra das Chuteiras Imortais”. Veio cantar as jogadas... 

 

De lado 

 

Uns “sábios” descobriram que os treinadores brasileiros não têm competência para dirigir a Seleção Brasileira. Concluíram que os treinadores brasileiros estão ultrapassados. Não sabem de nada. Discordo de quem pensa assim. Os treinadores brasileiros são bons. O motivo do fracasso é outro.  

 



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