Vacinação, uma medida urgente para o desenvolvimento infantil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que crianças e adolescentes entre cinco e 14 anos são os mais afetados pela nova onda, assim como nenhuma outra doença imunoprevenível causou tantos óbitos nessa faixa etária, no Brasil.

Matéria por  Socorro França
31 de Dezembro de 2021 - 07:00
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Celebramos, neste mês de dezembro, a notícia de que nossas crianças, de cinco a 11 anos, poderão se vacinar contra a Covid-19. A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) veio com muita comemoração por parte de quem já entendeu que a vacinação tem salvo nossas vidas. Não podemos duvidar que a diminuição do número de mortes e internações e mesmo contágio pelo coronavírus é decorrente da vacinação. O Ministério da Saúde, após algumas contradições, anunciou que a vacinação nesse grupo deve se iniciar neste mês de janeiro. 

É certamente um alento após nos chegarem informações como a de que, nos Estados Unidos, já se contabilizam quase 1,8 milhão de casos em crianças de 5 a 11 anos. É nesse sentido que acredito que a nova fase da vacinação será decisiva no nosso caminhar para a superação da Covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que crianças e adolescentes entre cinco e 14 anos são os mais afetados pela nova onda, assim como nenhuma outra doença imunoprevenível causou tantos óbitos nessa faixa etária, no Brasil. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Fiocruz apresentaram uma defesa enfática da inclusão das crianças na vacinação. O Fórum Nacional de Secretários de Estado de Assistência Social manifestou-se também favorável, sempre atento às famílias vulneráveis. 

A perspectiva da vacinação é também um alento se pensarmos nos outros tantos impactos da pandemia do coronavírus sobre as crianças. Não apenas o adoecimento pelo vírus é uma ameaça aos pequenos. O Unicef divulgou, este mês, que a crise da Covid-19 afetou meninos e meninas em uma escala sem precedentes. Nos termos da entidade internacional, vivenciamos hoje a pior crise para as crianças nos 75 anos de história do Unicef. 

Recuamos em avanços importantes, como as responsabilidades da criança dentro de casa, no acesso à escola, na segurança alimentar e na saúde mental. A lista de temas que precisaremos voltar a lutar é certamente maior. 



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