Ser mãe na Argentina: da Praça de Maio ao direito à aposentadoria

Matéria por  Socorro Acioli
22 de Julho de 2021 - 16:38
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Para muitos brasileiros a palavra Argentina evoca um conjunto de imagens e associações específicas na memória. A rivalidade histórica no futebol, Maradona, doce de leite, alfajor, Jorge Luís Borges, Júlio Cortázar, o tango, a Guerra do Prata, a Mafalda criada por Quino, Papa Francisco, o cinema argentino, O segredo dos seus olhos, Ricardo Darín, Che Guevara, Evita Perón, Madonna cantando como Evita Peron. Dessa lista, poucas coisas são tão dramáticas e comoventes que as Mães da Praça de Maio.  

As palavras mãe e maio na mesma frase são uma ferramenta publicitária desgastada e já estamos tão acostumados a ver esse binômio como símbolo de amor e pureza que já perdeu o efeito.  Porém,  as imagens de mulheres com panos brancos nas mãos, chorando e clamando por justiça para seus filhos subverte o sentido mercadológico e nos joga em um abismo de dor.  



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