Sem definição da vaga de senador, PDT e Roberto Cláudio tentam reaglutinar aliados
Até o momento, a aliança tem PSB e PSD. Até o fim do prazo, pedetista vai disputar aliados com Elmano e o PT
O rompimento entre os dois principais partidos da aliança governista está criando um cenário pouco comum para o governismo desde 2006: a indefinição dos partidos que irão compor a aliança. Até esta eleição, as definições giravam mais em torno do nome a encabeçar o projeto, pois a ampla base de apoio sempre esteve domesticada para o apoio ao escolhido.
O caso do PDT, que escolheu o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, em convenção, é um exemplo desta realidade em que haverá necessidade de habilidade e articulação para fortalecer a aliança.
Na convenção foi anunciada a aliança com o PSD, de Domingos Filho, que será o candidato a vice. Entretanto, a vaga a ser disputada ao Senado ainda passa por negociações. Até o momento, além de PDT e PSD, integra o grupo o PSB, que também vem sofrendo pressões para reabrir o diálogo com o PT, de Elmano Freitas.
Naturalmente, o racha entre PT e PDT está dividindo a ampla base aliada que deu sustentação aos governos Cid, Camilo e agora segue no apoio à Izolda Cela. Aliás, ao passo que tenta atrair mais apoios, o ex-prefeito Roberto Cláudio precisa olhar para dentro do partido, no sentido de reaglutinar os aliados.
A convenção realizada no último domingo teve ausências consideráveis como a do senador Cid Gomes, do prefeito de Sobral, Ivo Gomes, do presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, e a própria governadora Izolda, que não compareceu e também não fez nenhuma menção à convenção partidária nas redes sociais.
A aproximação do fim do prazo das convenções e os diversos conflitos internos são desafios à campanha do PDT, diante do cenário que se aproxima.
PSDB na mira
Uma das investidas pedetistas é ter a federação partidária formada por PSDB e Cidadania. O cargo de senador é uma das possibilidades de composição, mas o comando tucano também negocia a possibilidade de uma aliança com o PT.
O ex-presidente Lula, inclusive, conversou com o senador Tasso Jereissati, nesta segunda-feira (25) para tratar do assunto. Não há definição, entretanto.
Com o campo conservador praticamente resolvido nas alianças – Capitão Wagner assegurou União Brasil, PL, PTB, Podemos e Solidariedade – o PDT e o PT devem travar, nos próximos dias uma batalha para atrair aliados às vésperas do fim do prazo para as convenções.
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