Naumi Amorim diz ter recebido R$ 681 milhões em dívidas na Prefeitura de Caucaia

De acordo com dados coletados pela gestão, só com fornecedores há rombo de R$ 300 milhões

Escrito por Inácio Aguiar inacio.aguiar@svm.com.br
03 de Janeiro de 2025 - 15:56
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O prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), diz ter herdado uma dívida de R$ 681 milhões da gestão anterior, comandada pelo ex-prefeito, Vitor Valim. O novo gestor, inclusive, dará uma entrevista coletiva daqui a pouco para tratar do assunto, ao qual esta coluna teve acesso com exclusividade. O passivo, diz ele, afeta áreas como saúde, educação e previdência, impactando diretamente a prestação de serviços públicos. 

Segundo o balanço a ser divulgado pela atual gestão, as dívidas com fornecedores e prestadores de serviços somam cerca de R$ 300 milhões. Apenas com a Empresa Vitória, responsável pelo programa de transporte público "Bora de Graça", o débito chega a R$ 14 milhões, o que motivou a decisão de realizar uma auditoria para detalhar o cenário. 

Saúde prejudicada 

A situação na saúde é crítica. Conforme a nova gestão, há um passivo de R$ 56,8 milhões, o que tem resultado em falta de medicamentos e insumos, interrupção de serviços e condições insalubres de trabalho para os profissionais do setor.  

Educação em crise 

A dívida no setor educacional chega a R$ 46,1 milhões, agravando a precariedade estrutural em diversas unidades de ensino. A falta de pagamento de aluguéis de equipamentos como computadores e impressoras prejudica o funcionamento das atividades escolares. Além disso, a renovação de contratos de professores temporários não foi realizada, mesmo após solicitação formal da atual gestão. 

Previdência em risco 

Outro ponto sensível é o déficit previdenciário, que totaliza R$ 71 milhões, comprometendo o pagamento de aposentados e pensionistas, que está garantido apenas até o mês de maio.  

Plano emergencial 

Diante do quadro, Naumi informa que irá tentar captar recursos e garantir o funcionamento mínimo dos serviços públicos com governo estadual, deputados e senadores. 

Na saúde, a prioridade será a execução de um plano emergencial de 100 dias, que inclui a regularização do fornecimento de insumos, melhor distribuição de profissionais e a criação de um sistema de controle de medicamentos.  

Além disso, a gestão pretende direcionar integralmente a arrecadação do IPTU para o setor da saúde como parte da estratégia de recuperação fiscal. 



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