Cassação da chapa de deputados do PL volta aos holofotes após TRE negar suspeição de juiz
Corte eleitoral negou recurso de Acilon Gonçalves e agora a ação fica livre para votação dos embargos
O Tribunal Regional Eleitoral rejeitou, em sessão nesta segunda-feira (11), um recurso que pedia a suspeição do juiz Érico Silveira no processo que resultou na cassação da chapa de deputados estaduais do PL. O recurso foi apresentado pelo presidente do partido, Acilon Gonçalves, e negado porque o dirigente perdeu o prazo para apresentar o recurso.
Antes disso, conforme já havia relatado esta coluna, o Ministério Público já havia se manifestado pelo não conhecimento da suspeição por perda de prazo.
Em maio, o TRE-CE reconheceu fraude na cota de gênero e cassou a chapa de deputados estaduais do PL que concorreu na eleição do ano passado. Com isso, os deputados eleitos Carmelo Neto, Marta Gonçalves, Dra. Silvana e Pastor Alcides Fernandes tiveram seus mandatos cassados em segunda instância.
No julgamento na sessão desta segunda (11), os julgadores do TRE-CE reconheceram que houve a perda de prazo pelo requerente, representado na causa pelo advogado Damião Tenório.
Ao proferir o voto, entretanto, a relatora do caso, Kamile Castro, e o juiz Raimundo Deusdeth reconheceram que “pairam dúvidas” sobre a imparcialidade do julgador no caso específico, mas que houve a perda de prazo para apresentar o recurso.
A ação, agora, fica liberada para a votação dos embargos de declaração, antes do envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral.
Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste
Precisa de Ajuda?
Entre em contato com a nossa central de atendimento: