Vandalismo: sem estresse, mercado reage bem às medidas do Governo

Ao contrário do que se previa, a Bolsa e o dólar fecharam o dia de ontem praticamente na estabilidade. Sinal de que são fortes as instituições que sustentam a democracia brasileira.

Matéria por  Egídio Serpa
10 de Janeiro de 2023 - 04:54
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Foram bem absorvidos pelo mercado financeiro os violentos acontecimentos registrados no último domingo em Brasília. 

Ontem, a Bolsa de Valores B3 passou pelo teste de estresse: o Índice Ibovespa fechou o dia na estabilidade, com levíssima alta de 0,15%, aos 109.129 pontos. 

O dólar, que chegou a subir até 1%, fechou o dia cotado a R$ 5,25, com alta de 0,41%. 

Conclui-se, pela reação do mercado financeiro, que são fortes as instituições que sustentam a democracia brasileira. 

Ontem, no fim da tarde, num gesto de muito simbolismo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu no Palácio do Planalto os presidentes dos poderes Judiciário e Legislativo, além dos governadores dos 27 estados da Federação e mais a governadora em exercício do Distrito Federal, mostrando para a população que o país está unido em defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. 

Para os operadores do mercado, foram imediatas e acertadas as medidas tomadas pelas autoridades do governo, que agiram com contundência para pôr fim à baderna de domingo em Brasília. Foram detidas e continuam detidas cerca de 3 mil pessoas apontadas como diretamente envolvidas na invasão e depredação dos prédios públicos em Brasília. 

Enquanto a Polícia Federal abre inquéritos para apurar as responsabilidades pelo que aconteceu domingo em Brasília, os economistas do banco JP Morgan, citados pelo Infomoney, um site especializado em economia, consideraram esses tristes acontecimentos como um fato mais midiático do que qualquer outra coisa.

Mas os analistas do mercado financeiro ainda querem ter a certeza de que os fatos de domingo não voltarão a acontecer e que o governo tornará público, o mais rapidamente possível, sua política fiscal.

Há informações de que, ainda nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciará medidas na área da economia, o que será muito bom para acalmar ainda mais os investidores, que podem ser chamados, também, de especuladores.

Ontem, o preço internacional do petróleo registrou alta de até 3% na Bolsa de Londres, mas no final do pregão essa alta reduziu-se para 1,43%, e o barril do tipo Brent, importado pela Petrobras, encerrou o dia negociado a US$ 79,69, cerca de US$ 1 a mais do que a cotação da última sexta-feira.

Como resultado, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras registraram alta de 0,67% e 0,55%, respectivamente. 

Também subiram as ações da Vale e das empresas siderúrgicas, e a causa foram as notícias procedentes da China, onde o governo do presidente Xi Jiping reduziu a quase zero as restrições impostas à população diante dos novos casos da Covid-19, que têm diminuído.

A fronteira da China com Hong Kong, que estava fechada, foi aberta no fim de semana, e isto teve boa repercussão no mercado internacional.



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