Petrobras lucra R$ 28,7 bilhões no 2º trimestre. Queda de 24,6%

Estatal pagará R$ 15 bilhões de dividendos aos seus acionistas, ou seja, 39% menos do que pagou no primeiro trimestre.

Matéria por  Egídio Serpa
04 de Agosto de 2023 - 04:49
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Saiu ontem à noite o balanço financeiro da Petrobras relativo ao segundo trimestre deste amo. A maior empresa estatal brasileira registrou um Lucro Líquido de R$ 28,7 bilhões, um pouco acima da previsão do mercado, que esperava um lucro de R$ 27,3 bilhões. 

Na comparação com o primeiro trimestre, houve uma queda de 24,6%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a redução do Lucro Líquido da Petrobras foi maior, de 47%, o que não causou surpresa tendo em vista que, no período, houve queda do preço internacional do petróleo.

No trimestre abril, maio e junho, a Petrobras foi afetada pela cobrança de imposto sobre suas exportações, o que vigorou durante quatro meses, prejudicando em R$ 1 bilhão a contabilidade da empresa.

Em comunicado assinado pelo seu presidente, Jean Paul Prates, a Petrobras informa que teve uma boa performance no segundo trimestre, para o que contribuiu a venda dos Polos Potiguar e Norte Capixaba, que lhe renderam R$ 3,4 bilhões.

A Receita Líquida da Petrobras, no segundo trimestre de 2023, alcançou R$ 113,8 bilhões, menos do que os R$ 139 bilhões do primeiro trimestre e bem menos ainda do que os R$ 170,9 bilhões do mesmo período de 2022. 

Em abril, maio e junho deste ano, a Petrobras recolheu de tributos à União, aos estados e municípios uma montanha do tamanho de R$ 56,1 bilhões.

Logo após a divulgação do seu balanço, a Petrobras anunciou que pagará R$ 15 bilhões de dividendos aos seus acionistas, ou seja, 39% menos do que pagou no primeiro trimestre e 83% a menos do que pagou no segundo trimestre do ano passado. Mas não houve surpresa, porque a empresa já alertara o mercado sobre sua nova política de distribuição de dividendos.

Apesar de ter operado quase toda a manhã de ontem em alta, a Bolsa de Valores brasileira B3 fechou em queda de 0,23%, aos 20.585 pontos, mas a culpa foi das bolsas norte-americanas, que fecharam em baixa repercutindo, ainda, a decisão da agência de risco Fitch, anunciada na quarta-feira, dia 2, que rebaixou a nota de risco dos Estados Unidos de AAA, a mais alta, AA+. 

Essa decisão provocou uma reação negativa nas bolsas do mundo, que ainda perdura.

 



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