Pesquisa da KPMG: no 1º semestre, houve 737 fusões e aquisições

No segundo trimestre, registraram-se 365 operações de fusões e aquisições de empresas no país. Em relação ao primeiro trimestre, cenário mantém-se estável

Matéria por  Egídio Serpa
02 de Agosto de 2023 - 16:50
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Uma pesquisa realizada pela KPMG apontou que foram realizadas 365 operações de fusões e aquisições no segundo trimestre deste ano, fechando o semestre com 737 negócios concretizados por empresas no país. 

Em comparação com os primeiros três meses (372), o cenário permaneceu estável. 

O estudo da KPMG é feito trimestralmente e leva em consideração 43 setores da economia brasileira.

“Pelos números do trimestre, o cenário de fusões e aquisições está estável, no mesmo patamar dos últimos quatros trimestres, apontando para cerca de 1.500 transações no final ano. Embora os números apresentem uma queda com relação ao semestre anterior, o cenário está com melhores perspectivas do que no início deste ano”, analisa o sócio da KPMG, Luís Motta.

Do total de operações finalizadas no segundo trimestre deste ano (365), a maioria delas foi do tipo doméstica (233), ou seja, realizada entre empresas brasileiras.

Foram feitas ainda 105 negociações realizadas por empresas estrangeiras adquirindo, de brasileiros, outra estabelecida no Brasil; 21 por estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil; 4 por brasileira adquirindo, de estrangeiros, empresa no Brasil; e duas por brasileira adquirindo, de estrangeiros, empresa estabelecida no exterior.
 
De acordo com o levantamento, o setor de tecnologia da informação foi o que mais registrou operações de fusões e aquisições entre os meses de abril e junho deste ano, fechando o período com 103 negociações. 

Em segundo lugar, ficaram as companhias de internet com 76, e em terceiro, instituições financeiras com 31.

No ranking, constam ainda outros setores com número relevante de transações, tais como: hospitais e laboratórios de diagnósticos com 20 operações, companhias de serviços, 18; seguros, 14; supermercado, 6 e produtos de engenharia, 5 transações.

“Os investidores focaram mais em tecnologia do que em plataformas de internet a partir deste trimestre. Ao que parece, esta será a tendência deste ano. Nesse mesmo sentido, o setor de instituições financeiras também ficou bem aquecido por causa de algumas rodadas de investimentos em startups de finanças (fintechs). O mesmo também se observou para o setor de saúde por meio de startups” finaliza.
 



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