Patrões e empregados reencontram-se no Ceará, mas preocupados com a crise na política

Há um embate que, por causa da pandemia, estava restrito às redes sociais e às entrevistas matinais e vespertinas no portão do Palácio da Alvorada e às manifestações dominicais de apoiadores do presidente da República diante do Palácio do Planalto.

Matéria por  Egídio Serpa
01 de Junho de 2020 - 08:57

Hoje, dia primeiro de junho de 2020, voltam a funcionar no Ceará vários setores da atividade econômico que há mais de dois meses estavam paralisados por força do isolamento social decretado em consequência da pandemia do coronavírus, que prossegue elevando sua trágica estatística.

 

É um momento de alegria para as empresas e para os seus empregados, que, primeiro voltam a reencontrar-se pessoalmente; segundo, porque também se reencontram o trabalho e a produção, reanimando a economia estadual, muito combalida pela crise sanitária e suas consequências.

Ao mesmo tempo, porém, patrões e empregados se perguntam o que lhes reserva a política hoje, amanhã, nesta semana, neste e no próximo mês?

Há um embate que, por causa da pandemia, estava restrito às redes sociais e às entrevistas matinais e vespertinas no portão do Palácio da Alvorada e às manifestações dominicais de apoiadores do presidente da República diante do Palácio do Planalto.

Agora, esse embate ganhou as ruas, depois de ter suscitado uma grave divergência – que perdura e se acentua - entre o Executivo e o Judiciário. 

O País está a um passo de uma crise institucional, bastando apenas que aconteça o que o presidente Bolsonaro chama de “ordem absurda” do Supremo Tribunal Federal – como uma nova operação de busca e apreensão da Policial Federal em endereços de seus apoiadores.

Bolsonaro tem 30% de apoio popular, segundo as pesquisas, mas já surgiu nas redes sociais um site com o título “Somos 70%”. 

Os dois lados do embate mobilizam-se pelos meios digitais.
Entre os dois lados, estão empreendedores e trabalhadores, preocupados em colocar a economia brasileira nos trilhos da recuperação. Eles torcem para que a paz volte a reinar, pois sem ela é difícil produzir, distribuir, comercializar e consumir.   



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