Governadores do Nordeste tratam hoje no BNB de energia renovável

Os estados nordestinos concentram 78% da capacidade instalada de energia eólica e solar do país

Matéria por  Egídio Serpa
23 de Outubro de 2025 - 03:01
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Hoje, quinta-feira, aqui em Fortaleza, o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, comandará o seminário “Como escalar e acelerar os investimentos sustentáveis no Nordeste: As Oportunidades do Powershoring”. 

Powershoring é a estratégia de realocar ou instalar indústrias intensivas em energia em regiões com grande disponibilidade de fontes de energia renovável e baixo custo, como eólica, solar e biomassa, como revela o Google.   

O evento de hoje será realizado a partir das 9 horas na sede do BNB, no Passaré, e contará com a participação de representantes dos governos estaduais da região. 

O seminário debaterá formas de como as condições únicas do Nordeste, com elevada disponibilidade de energia renovável a custos competitivos, poderão posicionar a região na liderança da transição para uma economia de baixo carbono no Brasil.  

Os estados nordestinos concentram 78% da capacidade instalada de energia eólica e solar do país e têm localização geográfica privilegiada, infraestrutura logística forte e mão de obra qualificada. Dessa forma, a região é atrativa para indústrias verdes e de difícil descarbonização, como siderurgia, fertilizantes e químicos, além de segmentos ligados às cadeias de valor da energia renovável, como minerais críticos, baterias e combustíveis de baixo carbono.   

O seminário será promovido pelo Consórcio Nordeste, BNB e Instituto Clima e Sociedade. Os especialistas convidados debaterão temas diretamente ligados ao futuro dos investimentos sustentáveis na região. Por exemplo:  

Estratégias regionais e a visão internacional do Brasil para a consolidação da agenda de Powershoring; 

  • Perspectivas de investidores, mecanismos de financiamento e instrumentos de mitigação de riscos para ampliar os investimentos sustentáveis 

  • Marcos institucionais, clusters industriais de baixo carbono e ecossistemas portuários como vetores de desenvolvimento e descarbonização 



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