Exclusivo: Gigante calçadista assumirá ativos da Paquetá em Uruburetama

Com forte atuação nacional no mercado de luxo de calçados femininos, a empresa fabricará sapatos de couro, para o que ocupará o galpão que foi da Paquetá, cujos equipamentos e mão de obra poderão ser também utilizados

Matéria por  Egídio Serpa
14 de Dezembro de 2023 - 11:15
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Atenção! Um dos maiores grupos brasileiros da indústria de calçados fechou com o governo do Ceará um acordo por meio do qual ocupará, na cidade de Uruburetama, o galpão industrial no qual operou, até recentemente, a Paquetá Calçados, que, em processo de Recuperação Judicial, encerrou suas atividades ali e, também, em Itapajé e Pentecoste. 

Essa grande empresa – que não produz os chamados calçados injetados – fabricará em Uruburetama sapatos de couro, de alto valor agregado, para o mercado de luxo, onde tem forte atuação em todo o país. 

No Ceará, mais precisamente em Cascavel, operam duas grandes empresas beneficiadoras de couro bovino e caprino -- a Mastratto, de capital italiano, e a IBS, sim, ela mesma, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A informação – fornecida a esta coluna por uma fonte que já ocupou posição relevante no governo cearense – acrescenta que a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Adece) estão ultimando as providências legais para a celebração do contrato com o grupo industrial que assumirá os ativos da Paquetá em Uruburetama.

Quanto aos ativos da Paquetá em Pentecoste e Itapajé, a fonte revelou apenas que “há tratativas em curso com outro grupo industrial do setor calçadista com atuação nacional”.

Esta coluna procurou a SDE, que em resposta recebeu uma nota, cuja íntegra veio vazada nos seguintes termos:

“O governo do Ceará através da SDE e Adece acompanha rigorosamente a situação da Paquetá desde o início de 2023.

“A Paquetá tem um histórico no Ceará muito bom, mas infelizmente nos últimos anos passou a ter problemas.

“A determinação do governador Elmano para a SDE é Adece, envolvendo a SEFAZ e PGE, foram duas principais:

“1. em diálogo e acordo firmado com a referida empresa com medidas concretas do governo do Ceará para que a empresa possa honrar os pagamentos dos seus funcionários e tentar recuperar-se;

“2. ⁠buscar outras empresas do segmento industrial calçadista que possam assumir tais unidades produtivas caso a Paquetá realmente pare aproveitando tais trabalhadores capacitados e produtivos.”



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