Dois cearenses ensinam em livro como tornar longeva a empresa

O empresário agroindustrial Décio Barreto Júnior e o professor e consultor Waldemar Barros Filhos aconselham: “No desconforto prospera a inovação.”

Escrito por Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
10 de Dezembro de 2025 - 02:55
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Veio à lume e será lançado nos próximos dias um livro de leitura obrigatória para empresários de todas as idades, pois ensina como tornar longeva uma empresa de qualquer porte e de qualquer ramo da atividade econômica.  

O livro, intitulado “Longevidade Empresarial”, foi escrito a quatro mãos. Seus autores, ambos cearenses, são o economista e agroindustrial Décio Barreto Júnior, dono da Icofort Agroindustrial S/A, maior empresa produtora de óleo de algodão no país, e Waldemar Barros Filho, graduado em Administração de Empresas, há 20 anos sócio e dirigente da Barros Soluções em Gestão, associada regional da Fundação Dom Cabral, em cujos cursos de gestão se conheceram e tornaram-se amigos, do que resultaram as 327 páginas do livro, cujos textos são verdadeiras aulas de como conduzir empresas e desenvolver pessoas ao longo do tempo.  

Em um país no qual, segundo o IBGE, 60% das pequenas, médias e grandes empresas vivem em média cinco anos, é motivo de festa o cinquentenário de uma delas. Contam-se nos dedos as centenárias.  

A longevidade empresarial é, pois, um tema atual e muito oportuno, principalmente nos tempos de hoje – de economia complicada, de legislação e políticas públicas mutantes, de legislação tributária indecifrável, de insegurança jurídica, de concorrência desleal que inclui a do crime organizado, de incertezas e chantagens ambientais, de burocracia que cria dificuldades para vender facilidades, enfim, tempos muito difíceis são os de agora para empreender. 

É nesse cenário, que se agrava à medida que o tempo passa, que o livro de Décio Barreto Júnior e Waldemar Barros Filho chega para levar à decisão os indecisos, para conduzir os incrédulos a acreditarem no empreendedorismo, para orientar empreendedores desorientados, para, resumidamente, “transformar o ecossistema” e “adentrar, com coragem, o mundo desconhecido e produzir soluções consistentes”, como dizem os autores nas suas primeiras páginas. 

“Longevidade Empresarial” é um livro que transmite ensinamentos. Por exemplo: “Capacidade de empreender com ousadia e gerenciar com conhecimento são atitudes que distinguem verdadeiramente os empresários de sucesso”; ou: “O protagonismo é a capacidade de assumir a liderança, de estar à frente das ações. Envolve tomar decisões com responsabilidade, enfrentar desafios e lidar com as consequências, sejam elas positivas ou negativas”.  

Hoje, com o mundo digitalizado e já envolvido pelo muito rápido progresso da Inteligência Artificial, é preciso, é necessário, é vital investir na inovação. Décio Júnior narra que a sua Icofort inaugurou, há um ano, em Mato Grosso, uma gigantesca unidade de produção de óleo de algodão, com tecnologia de ponta inexistente no Brasil. Ele escreve: 

“Criar um negócio novo não se resume simplesmente a replicar o que já existe em outros mercados. Não deveria se tratar apenas de empreender, mas de realizar um investimento que faça a diferença na vida das pessoas e da sociedade”. 

Waldemar Barros Filho diz na página 125 do livro:  

“Ser inovativo é a habilidade de transformar ideias criativas em soluções tangíveis que geram valor real. O desconforto é o território onde a inovação prospera, e é nesse território que nós estamos dispostos a permanecer”. 

Os dois autores abordam as várias formas de inovar e asseguram que “aqueles que inovam tornam-se protagonistas, liderando as mudanças, em vez de serem vítimas dos novos tempos”. Por isto, acrescentam, “observar os sinais do mercado e da concorrência é essencial para determinar o momento ideal para lançar uma inovação”.  

Mas, para além de tudo o que acima foi dito, é indispensável o que Décio Júnior e Waldemar Barros Filho denominam de “aprendizado contínuo”. Eles advertem:  

“Aqueles que permanecem presos a um modelo mental que não vê o tempo gasto com a ‘aplicação’ eficaz do conhecimento como investimento, estão destinados a experimentar a frustração e a estagnação.” 



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