Dívida brasileira sobe em novembro e chega a R$ 6,3 trilhões

Informação é da Secretaria do Tesouro Nacional., Ontem, a Bolsa B3 bateu novo recorde, fechando acima dos 134 mil pontos. O preço do petróleo caiu para menos de US$ 80 por barril

Matéria por  Egídio Serpa
28 de Dezembro de 2023 - 04:47
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Este ano está terminando bem para o mercado de capitais. A Bolsa de Valores brasileira B3 bateu ontem um novo recorde, ao fechar seu pregão aos 134.193 pontos, com alta de 0,49%.

O dólar, por seu turno, encerrou o dia com alta leve de 0,22%, cotado a R$ 4,83. 

A movimentação da B3 foi pequena, como tem sido nesta semana. O volume de negócios ontem foi de apenas R$ 14 bilhões, menos da metade do que ela costuma movimentar nos seus pregões normais. 

Nesta época do ano, faltando apenas o pregão de amanhã, sexta-feira, para o encerramento de suas atividades neste 2023, a Bolsa brasileira opera sem a presença dos grandes investidores, que entraram em férias e já estão por conta das festas do Ano Novo.

A performance da B3 tem sido impulsionada pela valorização das ações da Vale, que tira proveito do aumento do preço do minério de ferro na Ásia, principalmente na China, para onde exporta boa parte do que produz. O preço da tonelada do minério foi negociado ontem a R$ 140.
 
Os papeis da Petrobras, outro blue chip da Bolsa, têm oscilado entre ganhos e perdas, dependendo do vai e vem do preço internacional do petróleo, que ontem caiu 1,92%: o barril do tipo Brent, foi negociado na Bolsa de Londres, fechou cotado a US$ 79,51. Quando o preço do petróleo cai, as ações da Petrobras também caem. 

E caem, também, as ações das companhias aéreas, que passam a pagar menos pelo preço do querosene de aviação, aumentando sua receita e seu lucro. Exemplo: as ações da Azul Linhas Aéreas valorizaram-se ontem 1,91%. A Azul também foi beneficiada ontem pela notícia de que teve aprovada uma linha de crédito de US$ 200 milhões para a manutenção dos motores dos seus aviões Airbus e Embraer.

Ontem, o Tesouro Nacional revelou que, no último mês de novembro, a dívida pública brasileira subiu 2,48% em relação à do mês anterior de outubro. Essa dívida alcançou um Monte Evereste do tamanho de R$ 6,325 trilhões. 

Desse total, R$ 6,075 trilhões representam a dívida interna. A dívida externa brasileira, em novembro, bateu em R$ 250 bilhões, um montante pequeno se for levado em conta que o Brasil tem reservas de mais de US$ 350 bilhões.

Só no mês de novembro, o Tesouro Nacional pagou de juros da dívida pública o equivalente a R$ 43,8 bilhões de juros.



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