Carros elétricos serão movidos a hidrogênio verde em 10 anos

É a previsão do criador da Economia Azul, Gunter Pauli, que falou para a Missão da Fiec que está em Portugal aprendendo sobre a Economia do Mar

Matéria por  Egídio Serpa
11 de Novembro de 2025 - 10:52
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Cascais (Portugal) -- Gunter Pauli, o professor, cientista e empreendedor belga que criou a expressão Economia Azul, foi hoje, terça-feira, 11, a grande atração do primeiro dos quatro dias de imersão sobre o tema a que estão submetidos os 29 integrantes da Missão Empresarial da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) no campus da Nova School for Business & Economics, nesta cidade da Região Metropolitana de Lisboa.  

Falando fluentemente o português, Pauli prendeu toda a atenção dos cearenses ao começar sua aula, dizendo o seguinte: 

“Somos todos nós analfabetos azuis. Quando vemos um peixe, não sabemos, ainda, distinguir o macho da fêmea. Falta-nos a cultura, falta-nos conhecer mais e melhor o que a água dos oceanos nos oferece”, disse ele sob o olhar e os ouvidos atentos do seleto e silencioso auditório.  

Apresentado por Armando Abreu, empresário português há 30 anos radicado no Ceara e que é o CEO da Qair Brasil, o professor Gunter Pauli desenhou o futuro próximo da Economia do Mar, baseando-se nas suas próprias pesquisas e estudos desenvolvidos em vários países, inclusive na China. Ele não deixou nenhuma dúvida no ar quando disse, por exemplo, que os automóveis elétricos deixarão de existir em pouco tempo. 

“Eles passarão a ser movidos a hidrogênio verde daqui a 10 anos”, acrescentou. 

Pauli lembrou que esteve presente à COP 1, à COP 2 e à COP 3. 

“Você iria à COP 4, se as três anteriores resultaram em nada?” -- ele perguntou e ele mesmo respondeu: “Claro que não fui.” 

A Economia Azul, segundo seu autor, está redefinindo as atuais regras do jogo. Ele mostrou exemplos, um dos quais é a novíssima tecnologia Li-Fi, que é a comunicação feita por luz visível emitida por Led modulada em alta velocidade. Citou mudanças de matérias primas usadas em detergentes, substituindo óleo de palma por limoneno extraído da casca de cítricos no Brasil. 

Seu trabalho, sua pesquisa e a atuação do seu grupo empreendedor é voltado para a operação com zero de emissões, tendo inaugurado a primeira fábrica em 1992, que tem renda líquida de 62% sem investimento em publicidade.  

 



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