Água da chuva: um absurdo na Chapada do Apodi
Nada custa jogar fora a água da chuva que se acumula em uma mina ao redor da fábrica de cimento Apodi. Mas, se usar a mesma água para refrigerar seus motores, a empresa tem de pagar pela outorga.
Parece absurdo. E é. Na zona rural de Quixeré, no Leste do Ceará, ao redor da fábrica da Companhia de Cimento Apodi – joint venture da família cearense Dias Branco com o gigante grupo cimenteiro Titan – há uma mina de largas dimensões.
Quando chove, e nos últimos tem caído boas chuvas lá, a mina inunda, obrigando a Apodi a acionar motobombas para esgotar as águas e permitir a continuação dos trabalhos na pedreira.
Agora, vem o absurdo, como diz um diretor da cimenteira:
“Se jogarmos fora a água, nada pagamos. Mas, se a utilizarmos para a refrigeração dos nossos motores, temos de pagar pela outorga da água. É algo tão imbecil, que nos tira a vontade de investir”.
A Apodi é uma empresa moderna, que opera na ponta da tecnologia, dá emprego direto a centenas de pessoas, apoia financeira e materialmente programas sociais no município de Quixeré.
Veria ser vista, pois, uma parceira do desenvolvimento econômico e social do Ceará.
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