A Inteligência Artificial já está nas empresas cearenses

No varejo lojista, a IA é a novidade. A RW Serviços, com sede em Fortaleza, mostra para empresários sua tecnologia que identifica e rastreia objetos, pessoas e animais

Escrito por Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
30 de Agosto de 2025 - 04:43
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Um grupo de não mais de 20 pessoas – empresários ou executivos de empresas da indústria, do comércio e do serviço de Fortaleza – ouviu, durante 120 minutos, na noite de quinta-feira, 28, duas autênticas aulas sobre a Inteligência Artificial, o mais recente invento humano que revoluciona os negócios, todos os tipos de negócios, no mundo e aqui no Ceará, também.

Promovida pela RW Serviços, uma empresa cearense de tecnologia com atuação também no Sudeste, a reunião prendeu a atenção de todos, a começar pela palestra de Juedir Teixeira, doutor em gestão de negócios e especialista no varejo, que tratou das Tendências Mundiais do Varejo:  Oportunidades e Impactos para o Mercado Brasileiro.  

Frequentador da grande convenção varejista de Nova Iorque, a maior do mundo, para a qual anualmente, em janeiro, vão, também, dezenas de empresários lojistas cearenses, Teixeira começou dizendo que, hoje, para ter sucesso, o negócio -- qualquer negócio do varejo -- tem de ser sustentável e inovador, baseado em quatro pilares: 

“Cliente satisfeito, empregados satisfeitos, sociedade satisfeita, acionista satisfeito, o que quer dizer que o negócio é lucrativo e bem administrado”, afirmou ele, aconselhando:  

“Para aumentar as vendas, será preciso mexer nos processos da empresa, isto é, revê-los, atualizá-los e adequá-los à Inteligência Artificial, algo que o mundo já vem fazendo, inclusive aqui em Fortaleza". 

Juedir Teixeira, que presta consultoria a várias grandes empresas do Sudeste, sendo conselheiro de algumas delas, revelou que o mercado consumidor mundial, o brasileiro no meio, tem hoje cinco gerações, pelo que as empresas varejistas têm de criar estratégias para atender eficientemente a essa múltiplo público, que agora compra por meio de todos os canais disponíveis. 

“Você compra pelo aplicativo da loja virtual e recebe o que comprou logo depois na loja física. As tecnologias disruptivas estão redefinindo completamente a experiência de compra e, também, as operações do varejo em escala global”, disse ele, aludindo ao que chamou de “cultura do toque”, ou seja, o costume do consumidor brasileiro de só comprar depois manusear o produto”. Ele citou como “casos de sucesso” do novo varejo brasileiro, já adaptado às tecnologias disruptivas, a Magalu, o Boticário e o Pão de Açúcar. 

Depois de Juedir, falou Bruno Calaça, diretor da RW Serviços para a região Sudeste, com escritório em Belo Horizonte. Autor de um livro sobre a Inteligência Artificial e sua importância na vida das empresas, ele disse que a revolução causada pela IA no mundo dos negócios está apenas começando, e assegurou que só prosperarão as organizações que se adequarem a ela.  

Para isso, porém, será necessária a boa qualidade dos dados, pois a IA depende deles para propor, analisar e desenvolver soluções.  

“As empresas têm de usar tecnologias adequadas à captura de dados, que devem ter precisão, integridade, consistência, confiabilidade e pontualidade”, ensinou Calaça, acrescentando: 

“A IA permite a geração de valor a partir dos dados, a democratização desses dados e o apoio a decisões estratégicas em tempo real”. 

Ele se referiu à RFID -- Radio Frequency Identification, que significa, em português, Identificação por Radiofrequência. É uma tecnologia que utiliza ondas de rádio para identificar e rastrear objetos, pessoas ou animais, automaticamente, sem a necessidade de contato visual direto. Essa tecnologia a WR já fornece aos seus clientes cearenses e do Sudeste. 

No pequeno e seleto grupo de convidados para a reunião, testemunhada por este colunista, estiveram executivos das empresas Naturágua, Rede de postos Tetra, Lux Sistemas, Tetraoil, Dag, Studart RH, Supermercados do Povo, Supermercado Pinheiro, Mercadinhos São Luiz, Banban Calçados, Boi & Cia, Uniforça e Pardal Sorvetes.  

Fundada pelo empresário paulista José Luiz Raz, que reside em Fortaleza há 40 anos, a RW Serviços é uma empresa de automação comercial com sede em Fortaleza, no bairro Parque Manibura, com uma unidade em Minas Gerais que atende à região Sudeste do país. A WR opera com a venda e locação de equipamentos para o controle de produção e estoque, desenvolvendo agora sua nova ferramenta de rastreamento, o RFID 



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