Como a farsa do Plano Cohen pode nos ensinar sobre planejar ataques às instituições democráticas

Matéria por  Durval Muniz de Albuquerque Jr
13 de Julho de 2021 - 06:00
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No dia 30 de setembro de 1937, no início da noite, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, comparece a cadeia de rádios que transmite, para todo país, o programa oficial “Hora do Brasil” e anuncia que chegara ao conhecimento dos comandantes militares um plano preparado pela Internacional Comunista para subverter a ordem e tomar o poder no país. O chamado Plano Cohen, cujo nome homenagearia Bela Cohen, o líder comunista que assumira o poder na Hungria, em 1919, previa a realização de greves, manifestações, depredações, saques, sabotagens e ataques às autoridades constituídas.

A comoção causada pela bombástica revelação, assumida como realidade por toda a grande imprensa do país, sem nenhuma investigação quanto a veracidade do fato, já que a informação era avalizada pelas maiores autoridades militares do país, como o Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra; permitiu a Getúlio Vargas solicitar ao Congresso Nacional a decretação do Estado de Guerra, o que foi feito já no dia 1º de outubro de 1937. O Parlamento contribuía, assim, para a instalação de um Estado de exceção no país, como voltará a fazer, quando do golpe civil-militar de 1964, ao decretar a vacância do cargo de Presidente da República, com o presidente João Goulart ainda estando em solo brasileiro. 



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