A solidão tecnológica: internet e alienação

As relações sociais mediadas pelas máquinas geram coletivos meramente funcionais e episódicos

Matéria por  Durval Muniz de Albuquerque
14 de Setembro de 2021 - 06:00
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A solidão é um estado e um sentimento característicos da vida moderna. A modernidade ocidental nasceu com a destruição das formas comunitárias de existência (a tribo, a aldeia, o clã, o feudo, a corporação de ofício, a cidade encerrada entre muros) e a emergência da vida em sociedade, cada vez mais marcada pela fragmentação e diferenciação.

A modernidade destruiu as formas coletivas de identidade e fez surgir o indivíduo, a forma individuada de se ver, de se dizer e de se colocar perante o mundo. Com a Reforma Protestante, no século XVI, a relação com a religião e com a própria divindade deixou de ser intermediada pela instituição da Igreja, para ser mais direta e pessoal.

A fé e a crença individualizaram-se e deram origem a uma diversidade de credos, rompendo com a pretensão universalizante do catolicismo. Com o movimento da Renascença, o artista, antes submetido as normas e códigos corporativos, se individualiza e torna-se a expressão do que seria um gênio e um talento individual.



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