Ceará e Fortaleza: fim de semana de igualdades com sensações diferentes
Apesar das duas partidas terem terminado empatadas, Vovô cresce com o jogo contra o Flamengo e Leão repensa situações depois do empate diante do Juventude
Fortaleza e Ceará empataram em 1x1 no fim de semana, mas as sensações não foram semelhantes como os placares.
Começando pelo Tricolor, que jogou no sábado à noite e, pelo segundo jogo seguido, perdeu pênalti nos minutos finais.
Fazendo um contraponto do sabor amargo por mais uma penalidade desperdiçada, o time de Vojvoda não fez um grande jogo em Caxias do Sul.
Ao contrário da partida diante do Santos, em que o time pressionou durante boa parte do segundo tempo, o Leão apenas começou bem.
Abriu o placar logo cedo com Marcelo Benevenuto e mais uma assistência de Crispim. Continuou "em cima", chegou perto de ampliar o marcador e resolver a partida.
No segundo tempo, o Juventude foi superior e dominou as ações. Após empatar o jogo, teve boas chances de virar.
Bruno Melo como titular na ala não explora as melhores características do jogador. Crispim pela direita não foi o mesmo que pela esquerda.
Substituições um tanto quanto esquisitas, perdendo um pouco da estrutura e sem utilizar Wellington Paulista em nenhum momento. Confesso que não compreendi.
A questão das cobranças de pênalti precisa ser observada com mais atenção. Já são alguns pontos jogados fora.
Já o Ceará, fez um grande jogo diante do Flamengo, mesmo sem conseguir vencer.
O 1x1 retratou o equilíbrio do jogo que foi bastante agradável de acompanhar, ao contrário dos últimos jogos do time de Guto Ferreira.
Principalmente no primeiro tempo, vimos o Alvinegro ir bem em todos os setores do gramado. Da zaga até o ataque.
Ao ver Guto optar por William Oliveira ao invés de Naressi no meio, não gostei. Mas, a partida de WO foi impecável. Marcou demais e anulou Éverton Ribeiro.
Fabinho muito bem defensivamente, passando mais segurança que o titular da posição. Rick com muita personalidade.
Agora, dois jogadores precisam ser elogiados em mais destaque: Vina e Fernando Sobral. O camisa 29 pode ter finalmente "acordado" para a temporada. Enfim, chamando para si o protagonismo como criador e definidor.
E o que jogou o Sobral, foi "brincadeira". Marcou, roubou bola, deu assistência, flutuou em diversos setores do gramado. Foi perfeito e, para mim, o melhor em campo.
Quando a gente cobra, critica, acha ruim determinadas atuações, é porque sabemos que esse mesmo time pode produzir e "encher mais os olhos". Resultado está aí, mais um empate, mas bem diferente de se ver.
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