Renner consolida práticas ambientais sem aumentar custo para o consumidor; veja projetos
Há 16 anos, a Lojas Renner iniciou sua jornada rumo à sustentabilidade e hoje afirma ter consolidado práticas ambientais como valores fundamentais de sua atuação, sem onerar o consumidor final. Diante dos resultados, a companhia assumiu metas ambiciosas para essa agenda até 2030. A afirmação é do gerente geral de sustentabilidade da empresa, Eduardo Ferlauto.
Nossa premissa é não aumentar os custos. Para isso, trabalhamos internamente com comitês formados para discutir muito bem as soluções e viabilizar o não repasse", disse à coluna.
Segundo ele, atualmente, 80% das peças de roupas das marcas da magazine utilizam processos com menor impacto sobre o solo, a água e a biodiversidade, como fibras certificadas e materiais reciclados. A meta é atingir 100% até 2030.
Arquitetura sustentável e outras práticas
Ao todo, a marca assumiu 12 compromissos de sustentabilidade, incluindo soluções regenerativas e circulares. Além do processo produtivo, a arquitetura das lojas também é pensada para reduzir os impactos ambientais, como o uso de móveis modulares que evitam o descarte durante modificações de layouts, a redução do uso de gesso no teto e a adoção de iluminação adaptável.
Atualmente, cerca de 40% dos fornecedores migraram para energias renováveis de baixa emissão. Os próximos desafios, apontou Eduardo, são expandir a logística reversa, retornando as sobras da produção têxtil ao processo e reduzir em 55% a emissão de CO₂ de cada peça de vestuário e calçado produzida pela cadeia de fornecimento, até 2030.
"Nosso algodão certificado iniciou sua jornada em 2016, atingindo 100% em 2022. Essa trajetória iniciou em 2008, com a criação da Fundação do Instituto Lojas Renner, nosso pilar social responsável pela criação do Comitê de Sustentabilidade", lembrou.
"Desde então, trabalhamos em busca de iniciativas que promovam a conformidade social, o desenvolvimento de toda a cadeia de fornecimento e práticas sustentáveis", listou.
Marca brasileira na COP29
A Lojas Renner participou da COP29, realizada entre 11 e 22 de novembro, no Azerbaijão, para apresentar sua trajetória de sustentabilidade e a meta 'Net Zero' para 2050, aprovada pela Science Based Targets (SBTi).
O objetivo é reduzir em 90% as emissões dos escopos 1, 2 e 3 até 2050, atingindo a neutralidade climática ao compensar os 10% restantes com créditos de carbono.
Criada por CDP, Pacto Global, WRI e WWF, a SBTi é uma iniciativa que visa mobilizar o setor privado a adotar metas de redução de gases do efeito estufa baseadas em evidências científicas, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
Veja o histórico da trajetória sustentável da empresa:
- 2008 - Fundação do Instituto Lojas Renner, que criou o Comitê de Sustentabilidade;
- 2011 - Lançamento do EcoEstilo, programa de logística reversa pós-consumo;
- 2013 - Introdução da sustentabilidade como valor corporativo e criação de uma área específica na companhia;
- 2016 - Definição de diretrizes estratégicas de moda responsável
- 2018 - Lançamento do Selo Re e da 1ª calça jeans com tecido reciclado do país
- 2021 - Inauguração da 1ª loja do varejo brasileiro com premissas de circularidade, encerramento do primeiro ciclo de compromissos públicos e remuneração da diretoria atrelada a metas ESG;
- 2022 - Lançamento da 1ª calça jeans rastreável do país (blockchain) e anúncio do 2º ciclo de compromissos públicos de sustentabilidade
O que é ESG? ESG é a sigla, em inglês, para Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social and Governance). O conjunto de práticas visa reduzir os impactos ambientais provocados pelas empresas e desenvolver um sistema econômico justo e transparente. Por isso, pode contribuir para a descarbonização da economia, termo usado para a redução da emissão de dióxido de carbono (CO₂), principal gás responsável pelo efeito estufa. ESG surgiu em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2004, e também está atrelado aos Objetivos de Desenvolvimento da ONU. Por que o ESG é importante para o consumidor? O ESG é importante para toda a sociedade, considerando que o País é marcado por assimetrias socioeconômicas, herança do período colonial, escravista e de uma cultura patriarcal. Por isso, pode promover mudanças de equidade no mercado de trabalho, além de reduzir os impactos ambientais dos negócios, sobretudo em um contexto de crise climática. Compreender a importância da agenda ESG ajuda a tomar decisões de consumo baseadas em práticas ambientais e sociais, pressionando os negócios a se adequarem. O que é a Agenda 2030? A Agenda 2030 é um compromisso global firmado pelos 193 Estados-membro da ONU, com o objetivo de gerar desenvolvimento sustentável nas dimensões econômica, social e ambiental, considerando as prioridades de países e localidades. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são parte da Agenda 2030 O que é o Acordo de Paris? O Acordo de Paris é um pacto internacional voltado para conter o aquecimento global, aprovado como lei doméstica por 194 países e pela União Europeia, em 2015. Pelo tratado, a meta era manter o aquecimento abaixo de 2ºC e, na medida do possível, 1,5ºC.
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