Renda fixa de volta na preferência dos investidores

Matéria por  Redação
26 de Outubro de 2021 - 07:00
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Bolsa de valores em queda, taxa Selic em alta, câmbio em desvalorização, incertezas fiscais e possíveis mudanças na tributação dos ativos, são alguns dos vetores de fazem o cenário dos investimentos ser altamente desafiador na atualidade.

E o investidor neste cenário?

O porto seguro das aplicações financeiras, a renda fixa, está cada vez mais retornando à preferência dos investidores, sobretudo aqueles de perfil mais conservador e moderado.

Com o horizonte turbulento, os investidores, de alguma forma, buscam ancorar o seu patrimônio em águas mais tranquilas, se protegendo do mar revolto e da tempestade de incerteza que já está no radar.

Renda variável em baixa

O principal índice da bolsa de valores do Brasil, o Ibovespa, apresenta quedas consecutivas há 4 meses. De julho a outubro (*), o Ibovespa já caiu 16,2%. Os fundos imobiliários, que ganharam protagonismo há algum tempo nas carteiras dos investidores, avaliado pelo índice IFIX, também recuam 4,7%, desde que a Selic voltou a subir.

A performance negativa dos ativos de renda variável, combinada com incertezas políticas e econômicas, repercutem na estratégia de montagem das carteiras, de maneira que a renda fixa vem (de novo) ganhando a preferência dos investidores.

Renda fixa em expansão

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – Anbima, os fundos de renda fixa vêm apresentando captação líquida positiva, ou seja, mais aportes do que saques, demonstrando maior interesse dos investidores por essa estratégia de investimentos.

Em relatório recente da Anbima, entre os fundos de investimentos, a renda fixa foi a de maior captação líquida positiva, cerca de R$ 34,9 bilhões em setembro, e vem mantendo tendência de alta. O fluxo positivo de recursos para a renda fixa já cresce 30% em 2021 e reflete o movimento de maior alocação em ativos mais conservadores.

Vale destacar que a captação líquida da renda fixa foi negativa por três anos seguidos, de 2018 a 2020, no montante de R$ 110,1 bilhões. Em 2021, o jogo virou, e a renda fixa, já apresenta captação líquida positiva de R$ 237,1 bilhões.

Segundo a Anbima, em relação às rentabilidades, todas as subcategorias dos fundos de renda fixa durante o ano de 2021, apresentam rentabilidade nominal positiva.

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor



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