Campo e cidade no sertão do Ceará

Matéria por  Alexandre Queiroz Pereira
24 de Maio de 2021 - 05:00
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Além dos livros, as vivências nos ajudam a perceber quão corriqueiras são as trocas entre as cidades e a situação geográfica na qual estão inscritas. Vou explicar a partir de uma de uma das minhas experiências. Entre 2009 e 2013, tive o prazer de morar em Quixadá, semiárido cearense. Lá no Sertão Central, no polo da região, logo entendi a cidade via suas interações com o rural e com os condicionantes naturais.

O primeiro retrato da interação cidade-história-sertão, por mim captado, foi o comércio de animais vivos e abatidos. No bairro Putiú, a feira semanal é claro resquício dos tempos onde a pecuária era a principal riqueza daquele território. É um ambiente predominantemente masculino, onde dezenas de criadores e compradores, de várias partes do estado, encontram-se para negociar bovinos, caprinos, suínos... Ao final da feira, passam nas ruas os caminhões apinhados de bois, vacas e carneiros a nos lembrar das fazendas da região.



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