Renato Paiva deve permanecer no comando do Fortaleza?

O técnico português tem uma vitória em nove jogos pelo time cearense

Matéria por  Alexandre Mota
28 de Agosto de 2025 - 07:00
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O técnico português Renato Paiva vive momento de maior pressão no comando do Fortaleza. Após nove jogos e um mês de trabalho, o comandante registra apenas uma vitória, com a equipe eliminada das oitavas de final da Libertadores e ocupando a vice-lanterna da Série A.

Assim, o debate reacendeu entre os torcedores: Renato Paiva deve ser demitido? Há solução?

É fato que os atuais resultados não o sustentam no cargo. Em uma temporada péssima desde o início, a diretoria tricolor optou pela demissão do ídolo argentino Juan Pablo Vojvoda, hoje no Santos, para apostar tudo em um fato novo, um profissional diferente, mas o impacto imediato não serviu como o esperado.

Apesar disso, uma nova alteração é o ideal? Pra mim, no momento, é justificável sim. Em queda livre, o clube precisa de reação emergencial, com chances de rebaixamento já em 74,5%. No entanto, diante de uma sucessão de medidas distintas, sem maior convicção, parecia mais um tiro no escuro.

Renato Paiva tem um aproveitamento de 22% sob o comando do Fortaleza
Legenda: Renato Paiva tem um aproveitamento de 22% sob o comando do Fortaleza
Foto: arquivo / Diário do Nordeste

Na última quinta-feira (21), por exemplo, o comandante solicitou o afastamento de seis atletas do elenco, incluindo nomes experientes como Zé Welison, Martínez e Deyverson. Além disso, todos os últimos reforços - os volantes Pierre e Pablo Roberto - chegaram com aval total do técnico.

A janela de transferência fecha na próxima terça (2) e o clube ainda busca três peças após pedido da comissão técnica: zagueiro, volante e centroavante. Dito isso, tirá-lo é mais um passo perdido em meio ao caos instalado. Talvez “bancar” e "acreditar" no que escolheu seja a melhor decisão da gestão.

A salvação leonina já passou por muitos capítulos: foi o respaldo ao Vojvoda, a cobrança maior ao elenco, a chegada de Sérgio Papellin, a saída de medalhões (David Luiz e Pol Fernández), a demissão de Vojvoda, a contratação de Renato Paiva, os nove reforços na janela e o afastamento de outros atletas do plantel. Não há pecado por omissão, mas nada de fato serviu.

O roteiro final do Fortaleza parece totalmente definido. E se a cartada atual é em “carta branca” para o trabalho do comandante português, a escolha é a manutenção, pelos menos até domingo (31), quando visita o Internacional, às 20h30, no Beira-Rio. A partida é válida pela 22ª rodada.



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