Falhas individuais custam pontos do Ceará contra o Botafogo na Série A

O Vovô perdeu por 3 a 2, nesta quarta-feira (4), no Engenhão

Matéria por  Alexandre Mota
04 de Junho de 2025 - 22:50
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É preciso ser justo: o Ceará lutou muito pelo empate contra o Botafogo, apesar da derrota. No Engenhão, nesta quarta-feira (4), amargou o revés por 3 a 2 com crescimento no 2º tempo, dois gols do Pedro Raul, que voltou a marcar, mas falhas individuais que custaram os pontos no Brasileirão.

Assim, continua sem vencer como visitante. Do sonho de chegar ao G-6, segue na 10ª posição na tabela, com 15 pontos - sendo que 12 foram somados dentro de casa.

O problema da vez foram os lances capitais. No 1º tempo, com postura recuada, o goleiro Fernando Miguel falhou dentro da área e deixou a bola viva para Mastriani abrir o placar: 1x0. Na volta do intervalo, melhor no jogo e com empate garantido, contou com um pênalti bobo de Dieguinho, convertido por Alex Telles para 2 a 1. Ainda atordoado no duelo, sofreu o 3º tento de Marllon Freitas.

O resultado final de 3 a 2 é fruto da valentia, de um elenco que não se entrega, mesmo diante das limitações. No entanto, ficam as lições para o técnico Léo Condé, que precisou encarar os jogos fora de casa com mais ousadia, acreditando que pode vencer. A pressão nos últimos minutos fez perigo.

Logo, o caminho é assumir outra postura. Até o fim do 1º turno, o Vovô ainda tem quatro jogos como visitante: Fluminense, Internacional e Cruzeiro e Palmeiras. Todos após a pausa para o Mundial de Clubes da Fifa, ou seja, de agosto em diante. Agora tem a pausa para ajustes e também os reforços.

A boa notícia é Pedro Raul

Pedro Raul marcou duas vezes no 1º tempo no melhor estilo de bom centroavante. Com um toque só na bola, bem posicionado, primeiro aproveitou passe rasteiro de Mugni para finalizar firme, depois cabeceou no ângulo após cruzamento de Fabiano. E encerrou a seca de oito jogos sem fazer um gol.

Na proposta tática alvinegra, o atacante é essencial, funciona como referência. Mais fixo, precisa da movimentação coletiva para ser acionado, é o exercício de Condé: ampliar mais repertório ofensivo.

A busca por alternativas no mercado também é uma necessidade. Mais uma vez, Lelê foi acionado e não conseguiu corresponder no último terço, seja pela condição física ou mesmo tomada de decisão.



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