Eliminação do Fortaleza na Copa do Brasil é fracasso e rombo financeiro; veja valor

O time cearense foi eliminado pelo Retrô-PE na Arena Castelão

Matéria por  Alexandre Mota
21 de Maio de 2025 - 22:50
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A eliminação do Fortaleza na Copa do Brasil é mais um fracasso na temporada de 2025. No ano de maior orçamento da história do clube e uma pré-temporada nos EUA, o clube acumula vexames em campo, como a saída precoce na 3ª fase do torneio para o Retrô-PE, na Arena Castelão, com uma derrota nos pênaltis por 4 a 1. Um golpe forte pelo contexto e também com o peso de "rombo financeiro milionário".

Ao longo de 180 minutos, duas partidas, dois empates no tempo normal em 1 a 1 diante de um rival que, atualmente, está apenas na 11ª colocação da Série C, é o atual campeão da Série D, até foi vice pernambucano, mas já teve quatro técnicos em 2025.

Diante desse adversário, o time cearense não conseguiu ser melhor em nenhum dos confrontos realizados, seja na Arena Pernambuco ou na Arena Castelão. Apesar das limitações técnicas do outro lado, a verdade é que talvez o jogo nem caminhasse aos pênaltis se não fosse o goleiro João Ricardo, que fez milagres durante o 2º tempo.

Assim, a mesma equipe que acumulou derrotas para Altos-PI, Sousa-PB e CRB, agora se despede na Copa do Brasil para o Retrô-PE. Tudo em uma temporada que já registrou um vice-campeonato cearense para o Ceará, além de uma classificação ao mata-mata na última posição na Copa do Nordeste, um começo ruim dentro da Série A do Brasileiro, e uma vaga às oitavas de final da Libertadores ameaçada com um jogo difícil diante do Racing-ARG, no El Cilindro, na Argentina, na próxima quinta-feira (29).

É nítido que os objetivos estão ficando pelo caminho. O Fortaleza está mal em 2025 e, se não acordar para a sequência do ano, tudo pode piorar mais.

Rombo financeiro

Na Copa do Brasil de 2025, o Fortaleza definiu no planejamento estratégico que a meta era chegar, no mínimo, às quartas de final. Logo, a diretoria pretendia acumular pelo menos R$ 10,6 milhões com premiações no torneio. No fim, ganhou apenas R$ 2,3 milhões.

A desclassificação então simboliza um rombo financeiro de R$ 8,3 milhões com essas receitas não conquistadas. Um problema que precisará ser gerenciado ao longo desse ano com novas fontes de arrecadação, aumentando também a expectativa esportiva.

Vale ressaltar que o time atravessa momento econômico instável. As contas de 2024 foram aprovadas, por exemplo, com um déficit de R$ 17 milhões. A situação é somada aos problemas internos da gestão, que culminaram em mudanças no departamento de futebol ao longo do mês de abril.



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