Ceará projeta orçamento de R$ 151,9 milhões para 2021; veja fontes de receita

Vovô estima crescimento na comercialização de atletas e busca investimento de R$ 12 mi na formação do elenco

Escrito por Alexandre Mota alexandre.mota@svm.com.br
29 de Dezembro de 2020 - 12:00
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O Conselho Deliberativo do Ceará aprovou, em reunião ordinária na segunda-feira (28), projeção orçamentária para 2021. O montante foi estimado em receita bruta de R$ 151,9 Milhões - o maior da história do clube.

  • Receita Total: R$ 151,9 Milhões
  • Deduções da Receita: R$ 10,6 Milhões
  • Receita Líquida: R$ 141,3 Milhões
  • Despesa Total: R$ 140,9 Milhões

Vale ressaltar, no entanto, que o valor é elevado porque uma parte das premiações e cotas televisivas de 2020 será paga ao clube apenas no próximo ano, então entram como parte da arrecadação para a nova temporada.

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Os números são prévios e, respeitando o êxito da responsabilidade financeira, estão em perspectivas possíveis de atingir internamente. Todas as metas devem ser cumpridas para permitir também o investimento. Em 2021, por exemplo, o Vovô destinará R$ 12 milhões na compra de ativos e formação do elenco principal.

Para as categorias de base são R$ 5 mi. Tudo visando a manutenção da estrutura da Cidade Vozão, em Itaitinga, e a revelação de atletas.

Uma importante mudança de filosofia aplicada ao futebol deve ocorrer na comercialização de jogadores. Na atual temporada, a equipe adquiriu peças importantes como o lateral Bruno Pacheco, o volante Charles e o atacante Cléber. Com a valorização do plantel, a diretoria estima gerar receita também com a venda, desde que haja acordo favorável aos envolvidos e que não implique em queda técnica: a meta é seguir competitivo.

Logo, a negociação de atletas subiu de R$ 10 mi para R$ 25 mi, em comparação com 2020. Importante reforçar também que os objetivos foram cumpridos no último ano, mas com jogadores que sequer estavam no Ceará, como os casos do goleiro Everson (Atlético/MG), e dos atacantes Artur Victor (Bragantino) e Arthur Cabral (Basel, da Suíça).

Assim, a divisão de receitas a receber pelo time alvinegro é:

  • Direitos de transmissão: R$ 72,6 milhões
  • Bilheteria: R$ 10,5 milhões
  • Premiação e participação em competições (incluindo a Copa Sul-Americana): R$ 8,6 mi
  • Patrocínio e marketing: R$ 22,2 mi
  • Sócio-torcedor: R$ 9,075 mi
  • Venda de atletas: R$ 25,7 mi
  • Receitas patrimoniais: R$ 504 mil
  • Demais receitas: R$ 2,7 mi
  • Receita financeira: R$ 10 mil 
  • Total: R$ 151,9 mi


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