A Paralimpíada de Tóquio mostra que não há limites para ser atleta e voar

Matéria por  Alberto Bial
27 de Agosto de 2021 - 06:00
capa da noticia

A cerimônia de abertura da Paralimpíada de Tóquio 2020, que aconteceu esta semana, passou uma mensagem de que todos podemos voar alto. O tema foi  bem representado por uma menina de 13 anos, que interpretou um avião de uma asa, que era triste por não conseguir alçar voo. Mas com a ajuda de amigos descobriu que existem diversos jeitos se alcançar o que se deseja. E assim, o aviãozinho decolou. O esporte inclui as pessoas e é um excelente meio para superar dificuldades e encontrar suas habilidades e talentos. 

Quando fui convidado pelo canal de TV Sportv, para apresentar uma Paralimpíada, se não me falha a memória, acho que foi a de Pequim 2008, me empenhei nos estudos e aprofundei o meu conhecimento sobre a prática esportiva de pessoas com deficiência. Eu já trabalhei como professor de natação de crianças com síndrome de down, na década de 1990, num colégio no Rio de Janeiro, e, além de ensinar, também aprendi muito com os meus alunos, que tinham um fôlego de peixe e muita habilidade e força para nadar.

Os atletas paralímpicos voam alto com a força de suas mentes, seja na natação, no atletismo, no goalball, entre tantas outras modalidades
Legenda: Os atletas paralímpicos voam alto com a força de suas mentes, seja na natação, no atletismo, no goalball, entre tantas outras modalidades
Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP

Os atletas paralímpicos voam alto com a força de suas mentes, seja na natação, no atletismo, no goalball, entre tantas outras modalidades nas quais competem e nos mostram que não há limites paraconcretizar o que se deseja.

Cada modalidade paralímpica propicia competições em categorias que reúnem atletas com diferentes tipos de deficiência, seja ela física, visual, auditiva, múltipla ou mental.

Moisés Batista é um amigo e um grande exemplo de pessoa e de ex-atleta paralímpico. Ele era nadador e também jogava basquete e rugby de cadeira de rodas. Ele foi classificado no grau 1 de deficiência, que é o mais alto, e competia com muita destreza e força. Batista nasceu com má formação congênita, tem os braços curtos e uma perna amputada.

Competiu internacionalmente por 20 anos e representou o Brasil na natação nos Jogos de Atenas, em 2004, de Pequim, em 2008, e de Londres, em 2012. Em 2011, foi medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México. Hoje em dia, ele é palestrante e trabalha no meio político em defesa dos direitos das pessoas com deficiência.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: