PDT vai escolher nome na disputa pelo Governo do Ceará até o início de julho, diz André Figueiredo

Prazo dado pelo presidente estadual coincide com reunião do PT que decidirá sobre manutenção da aliança

Matéria por  Jéssica Welma
15 de Junho de 2022 - 11:10
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Em meio a impasses com aliados sobre a escolha do nome pedestista que vai disputar o Governo do Estado, o PDT deve antecipar a definição para o final de junho, "no mais tardar na primeira semana de julho". É o que afirma o presidente estadual da sigla, deputado federal André Figueiredo.

Nesta quarta-feira (15), o PDT promove encontro regional de lideranças partidárias em Fortaleza. 

Tradicionalmente, o grupo político dos irmãos Cid e Ciro Gomes, hoje no PDT, deixa o anúncio da candidatura para a reta final das definições eleitorais. Em 2022, no entanto, a demora tem dado espaço a desgastes tanto internos como externos.

Com quatro pré-candidaturas, a disputa tem se acirrado entre a governadora Izolda Cela e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. Além deles, também constam na lista o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, e o deputado federal Mauro Filho.

"A celeridade tem que ser a marca agora, já temos uma discussão bastante madura e esperamos que, até o final deste mês, no mais tardar na primeira semana do outro, possamos estar apresentando à população cearense quem dos quatro será o nosso candidato ou candidata. Na certeza que qualquer um deles será extremamente adequado para avançar o projeto e, ao mesmo tempo, para vencer a eleição", disse Figueiredo. 

O PT marcou para o dia 2 de julho o encontro do partido que decidirá sobre a manutenção da aliança com o PDT. A data coincide com a previsão do presidente estadual do PDT sobre a escolha da pré-candidatura.

Sobre o acirramento entre apoiadores de Izolda e Roberto Cláudio, ele pontuou que "os quatro pré-candidatos são extremamente unidos, é natural que existam torcidas para todos os lados".

Apesar da união entre os pré-candidados, fora do quarteto há desgastes nas "torcidas" e nas alianças. O principal deles é com o PT, cuja ala encabeçada pelos deputados federais José Guimarãs, Luizianne Lins e José Airton defende romper a aliança e ter candidatura própria se o PDT escolher Roberto Cláudio.

"Não admitimos veto por veto. Vetar por não gostar? Não é justificável, principalmente para um partido que tem história e sabe muito bem separar o joio do trigo, como é o caso do PT. A gente apenas deixa muito claro, eu não acredito que venha acontecer rompimento. O Ceará é o principal estado que o PDT administra, quaisquer rupturas podem gerar sequelas muito fortes para o cenário político nacional. Por isso, eu tenho absoluta convicção de que o PT e PDT permanecerão unidos", afirmou o presidente estadual. 

*Com informações da repórter Luana Barros.



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