Plataformas no Ceará deixaram de produzir mais de R$ 2,2 bilhões em petróleo e gás desde 2020

Estimativa do Sindipetro se baseia nos volumes de produção diários antes da paralisação, feita no dia 27 de março de 2020

Matéria por  Samuel Quintela
13 de Maio de 2022 - 16:00
capa da noticia

Em meio a um momento de alta de preços dos combustíveis no Brasil, as nove plataformas de petróleo no Ceará (todas de águas rasas) seguem sem produzir desde 27 de março de 2020. Com a paralisação da extração, a Petrobras deixou de produzir R$ 2,239 bilhões segundo estimativas do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Petróleo (Sindipetro). 

O valor foi calculado a partir da média de produção diária das plataformas, que extraiam cerca de 4,4 mil barris de petróleo e 78 mil metros cúbicos (m³) de gás natural por dia. Ao todo, de 27 de março de 2020 até o último dia 10 de maio de 2022, foram 769 dias sem atividades. 

De acordo Roberto Viana, diretor do Sindipetro Ceará/Piauí, a Petrobras ainda mantém serviços de manutenção nas plataformas, que ficam localizadas em 4 campos de exploração: Xáreu, Atum, Curimã e Espada.

"É um valor pequeno em relação à produção da Petrobras, mas poderia ajudar nesse momento que vivemos. A empresa ainda mantém equipes de manutenção embarcadas em algumas das plataformas e em outras as manutenções são periódicas", disse Viana. 

"A Petrobras está com um plano de desinvestimento e todas as 62 plataformas de águas rasas foram fechadas desde 27 de março de 2020, sendo que 9 ficam aqui no Ceará", completou. 

Desinvestimento

O plano de desinvestimento da Petrobras foi adotado para tentar reverter resultados financeiros nos últimos anos e foi usado pela estatal para justificar o fechamento das plataformas no Ceará. 

Em um posicionamento oficial ao Diário do Nordeste, publicado no dia 30 de março de 2020, a empresa afirmou que as unidades entraram em hibernação por apresentarem baixo rendimento após variações no preço do barril do petróleo. 

As flutuações fizeram com que as plantas de extração passassem a ter "fluxo de caixa negativo"

Política de preços 

Para compensar os resultados financeiros, a Petrobras definiu em 2016, ainda no governo Michel Temer, um novo modelo de composição de preços dos combustíveis no Brasil.

O sistema atual considera as cotações do barril de petróleo no mercado internacional e da taxa cambial entre o real e o dólar.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: