Por dentro do The Masked Singer Brasil
Saiba curiosidades dos bastidores de um dos programas mais amados da atualidade
No último domingo (7), foi ao ar a final do The Masked Singer Brasil, programa apresentado por Ivete Sangalo, na Globo, que traz uma competição entre artistas mascarados. Bom, eu fui um desses artistas e dei vida ao Bode Rei. Posso falar com certeza: foi uma das experiências mais difíceis da minha carreira.
Pode parecer simples o que se faz no palco, mas não é. Para chegar no número final, são dias e dias, horas e horas de ensaio com e sem fantasia, buscando adaptações para dançar com um bode de 20kg. Imagina dançar com um peso de 20kg em cima de você! Sem contar o calor que faz dentro da roupa e a pouquíssima visão que se tem do palco por um mínimo buraco, a boca do Bode. É como fazer um show no escuro, e aqui vai um detalhe importante: eu sou um tanto claustrofóbico.
A rotina preparatória, o frio na barriga em cada eliminação, o cansaço físico… nada era maior do que o desafio de controlar a minha própria mente, de tentar me manter calmo e respirando enquanto performava no palco. Em muitos momentos pensei: “é agora que vou cair duro no chão”. Não caía! Com o Bode, eu aprendi que a mente humana é a parte mais resistente do nosso corpo. Todos os dias em que pensei em desistir, descobri que era um dia a mais que eu me tornava forte.
Uma das coisas que mais me ajudou foi poder contar com a produção do programa. Cada mascarado possui um guardião e dois camareiros, e o meu guardião era, de fato, um anjo guardião, que cuidou muito bem de mim. Essas são as únicas pessoas que sabem a sua identidade. O segredo é levado a sério. Nem Veveta sabe quem compete!
Tanto nos ensaios como nos momentos de intervalo, eu estava sempre com um capuz e uma máscara preta. No meu moletom, uma frase avisava em letras garrafais: não fale comigo! E assim foi o processo durante um mês de gravações.
Ao contrário do que muita gente pensa, o programa não é sobre adivinhação. Se fosse, eu já teria ido embora logo na primeira apresentação, já que meu amado José Loreto afirmou, sem titubear, o meu nome. Tampouco é somente sobre cantar, porque apesar de ser cantor, vamos combinar que Evelyn Castro, a Sereia, e Ludmillah Anjos, a Preguiça, cantam absurdamente.
O The Masked é sobre emocionar, tocar o coração das pessoas. Acredito que o Bode me fez olhar para o meu Nordeste de forma ainda mais apaixonada, me lembrou do meu sertão, da cultura do bode, me lembrou da poesia, do cordel, da força e da transformação. Me fez escolher músicas de gente que eu admiro, que o Brasil inteiro ama, que faz a gente se identificar, se pertencer.
É por isso que não largo mais esse Bode amado, é por isso que quero seguir com sua potência, cantando artistas que me emocionam tanto quanto o personagem foi capaz de emocionar. Quero continuar cantando Luiz Gonzaga, Ney, Gal, Gloria Groove, Priscila Sena, BaianaSystem, Bethânia, Adele. Quero cantar Reginaldo Rossi, Alceu Valença e vários outros.
O Canto do Bode Rei vem aí! Encontro vocês neste novo show no dia 21 de abril, no Cineteatro São Luiz, com muito amor.
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