Sujeira, sangue e mau cheiro: Decon interdita unidade do Centerbox em Fortaleza

Supermercado na Avenida José Bastos tem até 20 dias para apresentar sua defesa.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Novembro de 2025 - 18:12
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Uma unidade do supermercado Centerbox, em Fortaleza, foi interditada por falta de condições sanitárias. A medida do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE), ocorreu nesta quinta-feira (6). O supermercado está localizado na Avenida José Bastos, no bairro Panamericano.

Durante fiscalização, constataram graves irregularidades sanitárias, como acúmulo de sujeira nas paredes e pisos da antessala de fatiamento de frios e frutas. Os problemas também estavam presentes nas áreas de armazenamento e frigorífica. 

Irregularidades na unidade do Centerbox

Dentre outras irregularidades constatadas pelo Decon, estão:

  • Presença de sangue no piso da frigorífica; 
  • Falta de higienização na área de fatiamento; 
  • Utensílios desgastados e sujos; 
  • Piso molhado com um odor desagradável no ambiente; 
  • Acúmulo de sujeira nas cortinas dos expositores de laticínios e nas câmaras frias;
  • Presença de moscas e um forte odor de produtos em decomposição em áreas de armazenamento.

O espaço também não possuía saída de esgoto com vedação adequada, e havia a ausência de controle regular de pragas e roedores.

O Decon estipulou um prazo de até 20 dias para o estabelecimento apresentar sua defesa formal.
Legenda: O Decon estipulou um prazo de até 20 dias para o estabelecimento apresentar sua defesa formal.
Foto: Divulgação/MPCE.

Prazo para defesa

O Decon estipulou um prazo de até 20 dias para o estabelecimento apresentar sua defesa formal.

O Diário do Nordeste entrou em contato com a assessoria do Centerbox, às 17h30, demandando um posicionamento sobre a unidade interditada. Esta matéria será atualizada mediante resposta do estabelecimento. 

Ações de fiscalização 

A atuação do Decon busca garantir a segurança dos cidadãos, assim como proteger a saúde. 

"A ação tem como finalidade a adequação do estabelecimento às legislações vigentes em prol do consumidor, elo mais fraco na relação de consumo e que, por vezes, não possui conhecimento das práticas abusivas cometidas por alguns fornecedores, as quais colocam em risco a sua saúde e segurança", detalhou o coordenador do Setor de Fiscalização, Adnan Fontenele.



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