Subsídio ao diesel pode ser estudado caso guerra entre Rússia e Ucrânia se prolongue, diz Guedes

O ministro afirmou que atualmente, as medidas aprovadas pelo Senado e a isenção PIS-Cofins são suficientes para amortecer o preço

Matéria por  Diário do Nordeste e Estadão Conteúdo
10 de Março de 2022 - 20:29
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O Governo Federal pode estudar a criação de um subsídio ao diesel caso a guerra entre Rússia e Ucrânia se prolongue. A informação foi dada pelo ministro Paulo Guedes nesta quinta-feira (10). 

O impacto no preço dos combustíveis tem sido alto desde o começo da invasão russa, devido à elevação do preço internacional do barril de petróleo. O território russo é um dos principais exportadores. As informações são do g1

Conforme Guedes, até o momento, as medidas aprovadas pelo Senado e a isenção de PIS-Cofins sobre o diesel ainda são suficientes. 

"O Senado teve excelente trabalho de compartilhamento dos custos que essa guerra está impondo à população brasileira. Há uma guerra do outro lado do mundo que pressiona preço do petróleo e tem impacto no Brasil. Temos que compartilhar esses custos, ao invés de passar tudo (para a União)", completou.

O ministro afirmou: "nós vamos nos mover de acordo com a situação". "Se isso [a guerra] se resolve em 30 ou 60 dias, a crise estaria mais ou menos endereçada. Agora, vai que isso se precipita e vira uma escalada? Aí, sim, você começa a pensar em subsídio para o diesel", continuou Paulo Guedes, após reunião com o ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia.

Nesta quinta, a Petrobras anunciou reajuste no valor da gasolina e do diesel. A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Cidades como Fortaleza, porém, já registram alta nos postos.

Quanto ao diesel, o preço médio de venda passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

Gasolina 

Questionado sobre eventual redução de tributos sobre a gasolina, que não é contemplado nos projetos aprovados no Senado, Guedes disse que isso é "outra história".

"O que foi aprovado até agora é atenuar o impacto do diesel. O Brasil gira em cima do diesel, queremos atenuar principalmente para o transporte público, urbano e rodoviário", completou.

Guedes negou que o Governo Federal estudou alterar a política de preços da Petrobras. "É uma lei", disse Guedes, que foi repetido pelo ministro de Energia, Bento Albuquerque. "Não houve discussão sobre a política de preços da Petrobras. Nunca pensamos em alterar", respondeu o ministro da Economia, após ser questionado pelos jornalistas.



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