Políticas de Trump fazem ouro chegar ao maior valor em 100 anos; entenda

Guerra tarifária mundial imposta pelo presidente dos EUA fazem com que investidores busquem segurança

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
12 de Outubro de 2025 - 11:42
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Nesta semana, o preço do ouro bateu a marca dos US$ 4 mil (pouco mais de R$ 22 mil na cotação atual) por onça (31,104 gramas, a medida oficial do material). Trata-se do maior valor em um século.

Analistas do setor veem essa disparada de preços como uma tentativa de os investidores buscarem meios seguros para aplicar as finanças, sobretudo pelas incertezas na geopolítica econômica mundial.

Nos últimos seis meses, o preço do material subiu mais de 33%, puxado principalmente pelos anúncios das tarifas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As informações são da BBC e do portal g1.

O mercado considera o ouro como um ativo de refúgio e um termômetro silencioso, isto é, tem estabilidade suficiente para manter o valor em momentos de turbulência ou recessões econômicas.

Além disso, o governo dos Estados Unidos - maior economia do mundo - está paralisado pelos desarranjos políticos entre Executivo e Legislativo, o que leva a órgãos públicos do País a suspenderem serviços não essenciais pela não aprovação do orçamento federal.

"O retorno acumulado deste ano é de aproximadamente 54%, o que já representa a maior rentabilidade anual desde 1979", comentou Reghina Hammerschmid, gestora de carteiras na Vontobel.

Países compram ouro para reduzir dependência do dólar

O preço atual do material em altas históricas se deve principalmente às incertezas políticas e econômicas, mas diversos bancos centrais ao redor do mundo usam o ouro para reduzir a dependência do dólar.

A moeda dos Estados Unidos ainda é a principal do mundo, mas uma estratégia adotada pelos bancos centrais de vários países é usar o ouro como ativo de reserva. O objetivo é adotar o material para se proteger contra a inflação e o risco de mercado.

É um movimento observado nos últimos anos pelo Conselho Mundial do Ouro, que viu a compra do material dobrar a partir de 2022 na comparação com 2021. A média da aquisição pelos países está superando anualmente a casa de 1 mil tonelada.

Os principais atores desta aquisição massiva de ouro são países como China, Azerbaijão, Índia, Polônia e Turquia.

 


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