Peixe e camarão estão mais baratos que carne vermelha e viram opção; veja preços

Alta de preço de carnes vermelhas e frango tem feito brasileiros buscarem alternativas

Matéria por  Lívia Carvalho
20 de Setembro de 2021 - 09:00
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A substituição de proteínas por embutidos, por exemplo, já é uma realidade para muitas famílias brasileiras. Com a alta da inflação, manter as compras de carne e frango tem se tornado cada vez mais difícil, já que o quilo da maioria das carnes vermelhas já ultrapassa R$ 30, enquanto o frango é encontrado por quase R$ 20 na Capital cearense.  

Neste contexto, os peixes e mariscos acabam por ser mais competitivos, especialmente com a produção local. Para uma família de quatro pessoas, considerando o consumo de 4,5 kg de proteína no mês, é possível economizar mais de R$ 80 na feira mensal substituindo a carne pelo pescado.  

Um levantamento realizado pelo Diário do Nordeste com base nos preços de quatro boxes do Mercado dos Peixes, no Mucuripe, demonstra que o quilo da tilápia custa, em média, R$ 17,25, enquanto o de cavala está por R$ 32,50.  

De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados em agosto deste ano, em termos percentuais, o valor das carnes em geral avançou 26,56% nos últimos 12 meses e o de frango em pedaços aumentou 27,56%. Por sua vez, o preço dos pescados variou positivamente apenas 4,60%.  

Com isso, está até mais barato comer camarão que a carne vermelha. No Mercado dos Peixes, é possível encontrar o quilo por valores a partir de R$ 20. Já na pesquisa Proconomizar, realizada mensalmente pelo Procon Fortaleza, a média de valor do quilo do coxão mole é de R$ 35,48 e o lombo com osso por R$ 22,98.  

Veja os preços médios em Fortaleza 

Proteína Preço
Pargo R$ 41,25
Tilápia R$ 17,25
Cavala R$ 32,50
Camarão R$ 23,75
Coxão mole R$ 35,48
Coxão duro R$ 32,15
Lombo com osso R$ 22,98
Frango congelado R$ 18,44

*Fonte: Diário do Nordeste e Procon Fortaleza

Mercado interno mantém preços  

O economista Alex Araújo explica que dois fatores principais acabam por manter os preços dos pescados e mariscos mais estáveis mesmo com a alta da inflação: produção local e controle da atividade pesqueira.  

“Boa parte do peixe que é produzido é direcionado para o mercado interno, diferente da proteína bovina, suína e das aves, que a possibilidade de exportação termina por ocasionar uma alta de preço. No caso dos peixes não, não fica tão sujeito ao preço internacional”.  
Alex Araújo
economista

Além disso, Araújo pontua que a atividade de pesca vem se modificando ao longo das duas últimas décadas, tornando-se uma atividade altamente controlada. “Há um maior controle da produção, da quantidade ofertada, das safras. Por isso, os peixes acabam sendo uma alternativa para que as famílias adequem seus orçamentos”.  

Como economizar na feira mensal? 

Com aumento não só das proteínas, mas também de outros itens alimentícios, como o arroz, o feijão e o óleo de soja, dicas para economizar nas compras de supermercado são fundamentais. Para isso, o economista indica que consumidores façam pesquisas em diferentes estabelecimentos para encontrar o menor preço. 

“Ficar de olho nos calendários promocionais também ajuda bastante. Outra possibilidade é mesclar compra nos atacarejos com supermercados, deixar supermercados para compras mais de produtos perecíveis e atacados os não perecíveis”.

Araújo também indica que, antes da ida às compras, é importante fazer uma lista para comprar apenas o necessário. 



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