Paralisação representa queda de vendas e desarticulação de cadeias do comércio

Segundo o presidente da Fecomércio-CE, a paralisação traz, também, o desgaste da relação entre clientes, fornecedores e até mesmo funcionários

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
23 de Maio de 2020 - 23:30
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Os 70 dias de isolamento social e atividades suspensas deixaram o setor de comércio e serviços em situação complicada, conforme aponta o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE). Segundo ele, a paralisação traz prejuízos que vão para além da queda nas vendas, como o desgaste da relação entre clientes, fornecedores e até mesmo funcionários. "Desarticula o sistema produtivo e torna a operação de volta mais complicada à medida que o tempo passa. Não é apenas a saúde financeira das empresas, mas os relacionamentos também. Temos de dar ferramentas para que haja esse retorno com cuidados, pois as empresas não estarão como antes da pandemia".

Para haver chance de recuperação, Filizola pontua que será necessário apoio integral do Governo do Estado. "Os governos municipal e estadual estão focados na preservação de vidas. No momento da retomada da economia, vamos precisar do mesmo olhar aprofundado para saúde das empresas. É também responsabilidade do Governo incentivar e colaborar para a recuperação", afirma.

 

 

O presidente da Fecomércio ainda lembra que todos os segmentos definiram, junto ao grupo que elabora o plano de retomada das atividades, protocolos a serem seguidos, de forma a não comprometer as barreiras sanitárias e garantir a segurança de clientes e funcionários.

Já a indústria moveleira, que responde por cerca de 7 mil empregos diretos no Estado, elaborou protocolo para o retorno às atividades de 40% da força de trabalho, o equivalente a 2,8 mil colaboradores. Segundo Junior Osterno, presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário no Estado do Ceará (Sindmóveis), o documento foi entregue à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) para que fosse encaminhado ao Governo do Estado.

"Nós pretendíamos voltar com 60% da capacidade, mas o Estado só aprovou 40% do efetivo. Agora, estamos esperando a data para o retorno", diz Osterno. Segundo ele, a indústria irá adotar regras de distanciamento e de higiene para retomar com segurança. A expectativa do presidente do Sindmóveis é de que, após o retorno inicial, em 42 dias o setor possa estar trabalhando com a força máxima de trabalho. "No começo, nós vamos nos adaptando e, se tudo correr bem, em 42 dias estaremos com 100% da força de trabalho. Agora, temos que torcer para as pessoas voltarem a comprar".

Osterno disse ainda que há uma expectativa muito forte no setor para o retorno das atividades e que os estímulos dados pelo Governo Federal poderá ajudar nas vendas. No entanto, o empresário diz que boa parte da ajuda disponibilizada, especialmente de linhas de crédito voltada para capital de giro, não tem chegado à ponta. "Graças à Deus os colaboradores foram atendidos, mas só uma parte irrisória do valor disponibilizado às empresas foi usado".



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