Marisa fecha 88 lojas em todo o Brasil por longa crise financeira

A empresa investiu cerca de R$ 44,5 milhões para a desativação das unidades

Matéria por  Redação
17 de Julho de 2023 - 22:32
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A Marisa informou, nesta segunda-feira (17), que concluiu o plano de reestruturação financeira e fechou 88 lojas. A empresa investiu R$ 44,5 milhões para desativas as unidades. No início de abril, a empresa anunciou que encerraria 90 lojas no Brasil. As informações são do g1

"A Marisa Lojas S.A (...) vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral a conclusão, dentro do prazo previsto, das principais e mais desafiadoras ações desenhadas dentro plano de otimização operacional da companhia", informou a empresa que deve cerca de R$ 740 milhões. 

Em comunicado, a varejista optou por fechar menos lojas que o previsto, "visando a preservação de pontos em que foram identificadas melhorias e que deverão resultar em maior eficiência operacional". O custo para o fechamento ficou 16% abaixo do esperado. 

Economia de gastos

A companhia acredita haver uma potencial de economia de gastos de aproximadamente R$ 40 milhões ainda em 2023. Para 2024, é esperado uma redução de R$ 60 milhões ao ano. 

"Para o parque [número de lojas] atualizado de 246 unidades, que mantêm a presença da companhia em todos os estados da federação, o foco estará em maximizar a produtividade e resultado operacional, com suporte do braço digital e inovações no modelo operacional", informou. 

O objetivo da varejista é otimizar os serviços de terceiros e outras despesas. O que deve levar uma economia adicional de pelo R$ 10 milhões por ano, segundo a empresa. 

Lojas fechadas no Ceará

No Ceará, a empresa, em abril, encerrou as atividades das lojas do Shopping Aldeota, em Fortaleza, e do Iandê Shopping, em Caucaia.

Nos primeiros dias de maio, foi a vez das unidades do Sobral Shopping (Sobral), Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte) e a loja de rua em Maracanaú.

Entenda crise da Marisa

A crise financeira da Lojas Marisa é enfrentada desde meados de 2015. Com foco na classe média, a empresa não aumentou os preços, segurou as margens e parou de inovar. Com isto, a empresa, em 2020, registrou um rombo de mais de R$ 400 milhões. No ano seguinte, o prejuízo foi de R$ 70 milhões e em 2022, cerca de R$ 200 milhões. 

O último prejuízo divulgado pela empresa, em relação ao primeiro trimestre de 2023, apontou o valor de R$ 148,9 milhões, um aumento de 64,2%, em relação ao mesmo período de 2022. 

Em 2013, as ações da empresa custavam cerca de R$ 27, contudo, nesta segunda-feira (17), o valor não chega a R$ 1 (R$ 0,86).



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