Inflação oficial recua para 0,16% em março, diz IBGE

Em fevereiro, a taxa ficou em 0,83%

Matéria por  Diário do Nordeste/Agência Brasil
10 de Abril de 2024 - 10:23
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A inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou para 0,16% em março deste ano. Em fevereiro, a taxa ficou em 0,83%. Já em março do ano passado, o índice registrado foi 0,71%.

Com o resultado, o IPCA acumula taxa de 1,42% no ano e de 3,93% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação de março foi puxada pelo grupo de despesas alimentação e bebidas, cujos preços subiram 0,53% no mês.

Dos nove grupos pesquisados, segundo o governo federal, seis tiveram alta na passagem de fevereiro para março. No entanto, grupamentos com peso importante no IPCA apresentaram desaceleração no índice.

"Essa desaceleração na inflação também é explicada pelo fato de que, em fevereiro, os preços da educação tiveram alta significativa por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, o que não aconteceu em março", explica o gerente da pesquisa, André Almeida, citando o grupo que saiu de alta de 4,98% para 0,14%.

Alimentação e bebidas

Apesar disso, o grupamento de alimentação e bebidas foi o que registrou o maior impacto (0,11 p.p.) e a maior variação (0,53%), mas também em movimento de menor alta, abaixo da que havia sido registrada em fevereiro (0,95%).

Segundo André Almeida, problemas relacionados às questões climáticas fizeram os preços dos alimentos aumentarem nos últimos meses. "Em março, os preços seguem subindo, mas com menos intensidade", aponta.

A alimentação no domicílio desacelerou de 1,12% em fevereiro para 0,59% em março. Destacam-se as altas da cebola (14,34%), do tomate (9,85%), do ovo de galinha (4,59%), das frutas (3,75%) e do leite longa vida (2,63%).

Fora do domicílio, a alimentação (0,35%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,49%). Já o lanche acelerou de 0,25% para 0,66%, mas a refeição (0,09%) teve uma alta menor que em fevereiro (0,67%).



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