Inadimplência dos fortalezenses é a maior dos últimos 12 meses

Pagamento do auxílio emergencial ajudou a achatar o endividamento, mas não é suficiente para frear a inadimplência e o comprometimento da renda.

Matéria por  Redação
21 de Maio de 2020 - 20:17
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Após o endividamento dos consumidores bater recorde em abril, a inadimplência em Fortaleza atingiu novo patamar em maio. Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) divulgada esta quarta-feira (29), o nível de inadimplentes na Capital chegou a 14,6%, o maior do último ano.

O índice de inadimplência é referente a débitos com atraso superior a 90 dias. De acordo com a diretora institucional da Fecomércio, Cláudia Brilhante, esse é o valor que mais preocupa as instituições. 

“O inadimplente é aquele que já está devendo há 3, 4 meses e a crise da pandemia piorou a situação dele, que não consegue pagar”, explica.

A orientação oferecida pela Diretora é de que os consumidores procurem os devedores para negociar essa dívida em mais prestações de menor valor, que comprometam menos a renda familiar. Este, inclusive, é outro índice que atingiu o maior valor em 2020, com 40,2%.

O ideal é que esse número seja até 27%, porque na realidade que estamos, quando as pessoas recebem seus salários, eles já estão mais de 40% comprometidos com parcelas a serem pagas e quando surge qualquer imprevisto, a probabilidade dela não conseguir pagar essas parcelas é muito grande”, aponta.

O aparente motivo, de acordo com a Fecomércio, para que a porcentagem de endividados diminuísse foi o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial.

“Muitas pessoas receberam esse dinheiro e quitaram dívidas adquiridas em março e abril, quando elas fizeram mais compras para estocar alimentos e medicamentos, por exemplo”, afirma Claudia.

As duas categorias representam 86,7% das compras a prazo dos consumidores, o que, em 81,9% dos casos é feito através do cartão de crédito.

Apesar do melhor resultado referente ao endividamento, a projeção é de que os números continuem alarmantes, enquanto não houver previsão do retorno da econômica e do comércio na capital. 



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