Haddad garante que Governo apresentará medidas para proteger setores atingidos por tarifaço

Ministro da Fazenda apontou que plano de apoio e proteção deve ser aprovado nos próximos dias

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
31 de Julho de 2025 - 12:03
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, em coletiva nessa quinta-feira (31), que deve apresentar medidas de proteção aos setores atingidos pelo "tarifaço" de Donald Trump, que formalizou sobretaxa de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

"Dentro do plano de contingência já havia a previsão de medidas nessa direção, e nós vamos agora calibrar justamente para, à luz do que foi anunciado ontem, nós vamos fazer a calibragem para que isso possa acontecer o mais rápido possível", confirmou o ministro.

Na análise do titular da pasta, o anúncio feito pelo governo norte-americano saiu melhor que o esperado, o que representaria um "melhor ponto de partida" para as negociações que devem ser mantidas.

Junto da confirmação da taxa, o governo Trump anunciou uma lista de exceções com quase 700 produtos brasileiros que não serão inclusos, mas o ministro aponta que há setores afetados em situação "dramática".

"Na nossa opinião, houve sensibilidade para algumas considerações que já havíamos feito mais de uma vez. Que isso não ia só afetar o trabalhador brasileiro, que ia afetar o consumidor americano. Algumas das nossas observações foram apreciadas e contempladas, mas estamos longe do ponto de chegada. Estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava, mas longe do ponto de chegada", disse Hadadd à imprensa.

Segundo o ministro, o secretário do tesouro norte-americano, Scott Bessent, já sinalizou o agendamento de uma segunda conversa para debater a taxação dos produtos brasileiros, mas sem data confirmada.

Brasil deve recorrer

Na mesma entrevista, Haddad confirmou que o Brasil deve recorrer da taxa tanto nos EUA como em organismos internacionais, pontuando que as medidas não interessam ao Brasil e nem aos demais países da América.

"Nada do que foi decidido ontem não pode ser revisto. Nós vamos poder sentar e, de novo, eu repito o que eu disse: eu penso que essa semana é o começo de uma conversa mais racional, mais sóbria, menos apaixonada", disse Haddad ao apontar que sentiu nos últimos dias uma sensibilidade maior aos argumentos brasileiros. 

Setores como o de café, carne bovina e frutas devem sentir grande impacto com a sobretaxa. "Há muita injustiça nas medidas anunciadas ontem, há correções a serem feitas. Há setores que não precisariam estar sendo afetados. Nenhum a rigor, mas há casos que são dramáticos, que deveriam ser considerados imediatamente", continuou.

Haddad ainda pontuou que os auxílios aos setores citados no "tarifaço" já estão a caminho. "Parte do nosso plano previsto vai ser apreciado para ser lançado nos próximos dias, de apoio, proteção à indústria brasileira, aos empregos no Brasil, ao agro também, quando for o caso", frisou. 



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