Fundo de emergência do Nubank é afetado por rombo das Lojas Americanas

Banco teria investimentos em crédito privado e parte dos recursos alocados em títulos de dívidas da varejista

Matéria por  Redação
16 de Janeiro de 2023 - 11:42
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O Nubank ficou no trending topics do Twitter, na tarde desse domingo (15), após "carteiras" do banco apresentaram rentabilidade negativa. O fator da queda dos fundos da instituição estaria diretamente ligado às fortes variações dos ativos das lojas Americanas. As informações são do g1.

Nas redes sociais, foram várias as publicações com reclamações ou alertas.

Fundo de emergência Nubank

O chamado "NU Reserva Imediata" foi um dos principais fundos que viu a rentabilidade cair e ficar no vermelho. O fundo é uma das opções oferecidas pelo Nubank para guardar dinheiro para uma reserva de emergência por meio de "caixinhas" - ferramenta para que o cliente consiga guardar dinheiro conforme objetivos pessoais.

Conforme os últimos dados apresentados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a carteira do "NU Reserva Imediata" tinha cerca de 1% do patrimônio alocado em títulos de dívidas da Americanas. Assim, a carteira, que antes entregava ganhos equivalentes a 109% do CDI (certificado de depósito interbancário, principal referência de rentabilidade para investimentos em renda fixa), apresentava um retorno médio de 37% do CDI nos últimos 30 dias, segundo informações do aplicativo do banco nesse domingo.

O fundo tinha aplicação mínima de R$ 1 e era apresentado aos clientes como de “baixo risco e alta liquidez”, e indicado para “investidores que não querem correr muitos riscos e com uma expectativa de retorno melhor que o da poupança”. As variações do fundo, que conta com mais de 1,2 milhão de cotistas e é o maior do tipo no Brasil, assustaram os investidores. 

O que causou a queda dos fundos Nubank? 

A queda dos fundos do Nubank acompanha a desvalorização dos ativos da Americanas após a loja informar a renúncia do presidente, Sergio Rial, e do diretor de relações com investidores, André Covre, por conta da descoberta de “inconsistências em lançamentos contábeis” no valor de R$ 20 bilhões, na última quarta-feira (11).

Na quinta-feira (12), os papéis da companhia tiveram a maior queda para uma empresa na bolsa de valores brasileira desde 2008 com um recuo de 77%. Com isso, perdeu mais de R$ 8 bilhões em valor de mercado.

Um dos desdobramentos mais recentes aconteceu na sexta-feira (13), quando o juiz Paulo Stefan, da 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, acolheu o pedido de Tutela de Urgência Cautelar por parte das Americanas. Conforme o documento judicial, o montante de dívidas da companhia pode chegar a R$ 40 bilhões. Segundo especialistas, a possibilidade de a empresa entrar em recuperação judicial ainda não é descartada.



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