Economistas cearenses mantêm pessimismo no primeiro bimestre, mostra índice

Índice de Expectativas dos Especialistas em Econômia (IEE) segue abaixo dos 100 pontos (85,9), indicando pessimismo

Matéria por  Redação
24 de Fevereiro de 2021 - 12:38
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O cenário econômico segue inspirando cautela no primeiro bimestre deste ano. O Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), divulgado hoje (24) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE) e pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-CE) ficou em 85,9 pontos, indicando pessimismo. O levantamento considera que uma pontuação abaixo de 100 é pessimista. Já uma pontuação acima de 100 indica otimismo.

O índice em 85,9 pontos no bimestre janeiro-fevereiro é resultado das perspectivas de 103 especialistas em economia atuantes em segmentos importantes para a atividade no Estado, como indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro e serviços. Dirigentes de entidades e professores universitários também são consultados.

O dado veio levemente acima do IEE apurado no bimestre novembro-dezembro (82,3 pontos). Na comparação com igual período de 2020 (115), porém, o índice caiu 29,1 pontos.

Cenário atual

O índice que trata do cenário atual ficou em 70,8 pontos. Já as expectativas futuras ficaram em patamar levemente otimista, com 101 pontos.

Para a composição do índice, são analisadas nove variáveis, das quais três ficaram em patamar otimista: evolução do PIB (133,1 pontos); oferta de crédito (122,5) e cenário internacional (117,5). Foram avaliadas com pessimismo os itens nível de emprego (98,8); taxa de juros (73,8); taxa de câmbio (73,1); gastos públicos (60,6); taxa de inflação (48,8) e salários reais (45).

"Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico", diz o relatório da pesquisa publicada pela Fecomércio-CE e Corecon-CE.



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