Bolsonaro diz que diesel importado da Rússia pode chegar em 60 dias

Presidente acredita que haverá uma redução no valor cobrado dos consumidores a partir do acordo com os russos

Matéria por  Diário do Nordeste e Estadão Conteúdo
11 de Julho de 2022 - 15:48
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Um acordo para compra de óleo diesel da Rússia está acertado entre o país e o Brasil, segundo disse nesta segunda-feira (11) o presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o combustível pode chegar em até 60 dias. 

Em 26 de junho, Bolsonaro havia anunciado durante conversa com apoiadores, que o Brasil poderia comprar diesel da Rússia. A negociação foi feita em ligação telefônica com o presidente do país, Vladimir Putin, e posteriormente confirmada pelo ministro de Relações Exteriores, Carlos França.

"Está acertado. Em 60 dias já pode começar a chegar aqui, já existe essa possibilidade. A Rússia continua fazendo negócios com o mundo todo. Parece que as sanções econômicas não deram certo, tanto é que a Alemanha teve agora 40% do gás cortado", afirmou Bolsonaro a jornalistas, em referência às sanções impostas pela comunidade global ao governo russo devido à guerra na Ucrânia

Bolsonaro afirmou, ainda, esperar uma redução no valor cobrado dos consumidores a partir do acordo com os russos. "A previsão nossa é em dois meses chegar o diesel mais barato. Tem os estoques. Nós importamos quase 30%. Agora, você tem que importar diesel de quem está vendendo mais barato, e não importar à vontade de quem está vendendo até mais caro, porque aumentando o preço aqui aumenta o lucro da Petrobras", afirmou. 

Redução pode acontecer antes

O presidente acredita, também, conforme informações do Uol, que o diesel pode baixar de preço até mesmo antes da chegada das importações russas. Isso se houver uma nova redução no preço do petróleo Brent, cuja cotação chegou a ficar abaixo de 100 dólares o barril, mas que voltou a subir.

"Acredito que se houver uma certa constância um pouco abaixo de 100 dólares tem espaço para diminuir imediatamente o preço dos combustíveis nas refinarias daqui, porque quando aumentava (o preço do petróleo), aumentava, então quando diminui, a gente espera que diminua também, afirmou.



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