Testes positivos para Covid-19 no Ceará têm leve aumento nos últimos dois meses

Incremento foi percebido tanto em farmácias quanto em laboratórios públicos.

Escrito por Nícolas Paulino nicolas.paulino@svm.com.br
30 de Dezembro de 2021 - 06:00
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O Ceará vive atualmente uma epidemia de síndromes gripais, puxada principalmente pelo vírus da influenza A H3N2, de acordo com a Secretaria da Saúde (Sesa). Porém, a Covid-19 continua circulando no Estado e, neste fim de ano, registrou maior detecção em testes realizados em farmácias e na rede pública.

Em balanço enviado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) ao Diário do Nordeste, a positividade em estabelecimentos privados subiu de 4,99%, em outubro, para 8,47%, em novembro. 

Entre os dias 1º e 12 de dezembro, o índice permaneceu em 8,46%. Os dois últimos meses registraram as maiores taxas desde julho deste ano.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Ceará (Sincofarma-CE), Fábio Timbó, confirma um aumento na demanda por testes rápidos neste fim de ano, após meses com “procura tendendo a zero”.

“Aumentou uns 500%”, ilustra. “Com o aumento significativo da contaminação pela influenza e por terem sintomas parecidos, as pessoas estão procurando. Essa testagem é importante porque há uma subnotificação”.

O representante também afirma que, em algumas unidades, já existe novamente a necessidade de se realizar o agendamento do teste.

O acompanhamento de exames RT-PCR para Covid-19 na plataforma IntegraSUS, da Sesa, também mostra um leve aumento em novembro e dezembro, em comparação com setembro e outubro:

  • Agosto - 8%
  • Setembro - 6,1%
  • Outubro - 6,3%
  • Novembro - 7,3%
  • Dezembro -  6,7%

A secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Richristi Gonçalves, destaca que hoje há testes para Covid disponíveis a toda a população, então “a primeira coisa que você deve fazer ao ter sintomas gripais é buscar fazer o teste”. 

“Ainda temos circulação do vírus da Covid, com aumento progressivo. São quadros mais leves, mas ainda estão adoecendo, há uma maior contaminação das pessoas nesse fim de ano”, atesta.

Segundo ela, se a Covid for descartada, pode ser que a síndrome gripal esteja sendo causada pela epidemia de influenza A H3N2. Contudo, não é necessário procurar uma emergência porque os sintomas tendem a melhorar em sete dias. 

“Apesar de os sintomas serem mais intensos nos dois primeiros dias de influenza, e isso assusta as pessoas, a primeira coisa é saber o que tem. Se for Covid, já sabe que deve se isolar, fazer a quarentena e cuidar para não ter agravamento, e se agravar, buscar emergência”, orienta.

Relaxamento das medidas de proteção

O alerta da secretária-executiva ocorre após um aumento alarmante nos atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza, nas últimas duas semanas, puxados principalmente por crianças e jovens adultos.

Para Richristi e outros pesquisadores de vírus respiratórios, os incrementos podem ter relação com o relaxamento nas medidas de proteção, já que a Covid-19 e a influenza são doenças muito transmissíveis.

Portanto, no período de fim de ano, com aproximação das festas de Réveillon, reforçam a necessidade de as pessoas utilizarem máscaras, higienizarem as mãos e buscarem ambientes abertos e ventilados.



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