'Pensei que fosse uma bomba, a casa tremeu': veja relatos de moradores que tiveram imóveis afetados

Por volta das 10h40 deste sábado (24), uma forte explosão atingiu uma unidade da fabricante de oxigênio hospitalar White Martins, na Avenida Francisco Sá

Matéria por  André Costa
25 de Abril de 2021 - 07:00
capa da noticia

A manhã do dia 24 de abril de 2021 vai ficar marcada por algum tempo na memória dos moradores dos bairros Carlito Pamplona e Jacarecanga, em Fortaleza. Era por volta das 10h40 quando uma forte explosão atingiu uma unidade da fabricante de oxigênio hospitalar White Martins, na Avenida Francisco Sá.

O "estrondo" foi ouvido em um raio de vários quilômetros. O Diário do Nordeste esteve no local e conversou com pessoas que tiveram suas casas atingidas. Além dos danos materiais, elas relatam os momentos "de tensão". 

Foi um susto muito grande, não sabia o que estava acontecendo.

O relato da dona de casa Eloísa Feitosa da Silva traduz o instante após a explosão. Ela conta que estava deitada no momento do acidente e diz que por pouco não se feriu. 

Imóveis que ficam a um quarteirão da fábrica foram afetados
Legenda: Imóveis que ficam a um quarteirão da fábrica foram afetados
Foto: André Costa

“Os vidros da porta da cozinha papocaram. Voou estilhaço para todo lado, um deles parou perto da minha cama. Sorte que não tinha ninguém na cozinha, senão o pior teria acontecido”, diz a moradora da rua Clemente Santos, no bairro Jacarecanga.

A casa dela fica a um quarteirão do local da explosão. Além da porta, vidros de janelas e armários também foram destruídos.  “O impacto foi muito grande. Algo que nunca vi antes. Tenho pressão alta, tomei remédio para me acalmar. Foi horrível”, finaliza.

A empregada doméstica Maria Ribeiro de Lima também mora na rua Clemente Santos. Os danos em sua casa foram semelhantes ao de tantos outros moradores do entorno: vidros quebrados e portas danificadas. 

Vidros, portas e janelas de diversas casas foram quebrados
Legenda: Vidros, portas e janelas de diversas casas foram quebrados
Foto: André Costa

Segurando os estilhaços dos vidros em suas mãos, ela rememora o momento da explosão. “Foi um estrondo muito forte. Pensei que o mundo tivesse acabando. Quebrou vidro, quebrou as telhas da casa, foi um estrago”. Na hora do acidente, seu filho, que costuma ficar na sala onde as telhas caíram, estava dormindo".

Foi um livramento. Graças a Deus.
Maria Ribeiro de Lima

Estilhaços ficaram espalhados pelas casas
Legenda: Estilhaços ficaram espalhados pelas casas
Foto: André Costa

Teto veio ao chão

"O chão tremeu. Parecia uma bomba. O vento entrou pela porta e ficamos atordoados". O forte relato é do motorista José Claudio Nogueira que há 45 anos mora na rua Monsenhor Dantas, atrás da empresa White Martins.

A casa dele foi uma das mais atingidas pela explosão. O teto da sala e parte do teto do quarto desabaram. "Por pouco não acontece uma tragédia", diz ele. Segundo Cláudio, sua mãe, uma idosa de 76 anos, estava assistindo televisão na sala em que o teto desabou.

O teto só não caiu justamente na parte em que estava minha mãe. Foi um milagre.
José Claudio Nogueira

A esposa de Cláudio, a funcionária pública Adriana Roberto da Silva, estava na cozinha no momento da explosão. "O chão tremeu" relembra. Além do teto desabar, eletrodomésticos foram destruídos e algumas paredes ficaram com fissuras.

"A Defesa Civil veio aqui e disse apenas que devíamos chamar um pedreiro para fazer a barração da parede. Eles disseram que se a gente ouvir algum estalo devemos evacuar a casa", contou Adriana.

O teto da sala caiu e, segundo os moradores, por pouco não atingiu uma idosa de 76 anos, que estava assistindo televisão na sala no momento da explosão
Legenda: O teto da sala caiu e, segundo os moradores, por pouco não atingiu uma idosa de 76 anos, que estava assistindo televisão na sala no momento da explosão
Foto: André Costa

A orientação, na avaliação do casal, foi insuficiente. "Quem garante que vamos ter tempo de sair de casa? Quem garante que ela não vai desabar sobre nós?", questiona Cláudio, que ainda se mostra assustado com o incidente.

"Foi horrível. Ficamos todos sem saber o que fazer e sem saber o que tinha acontecido", acrescenta Claúdio. Na rua em que eles moram, outras casas também sofreram forte impacto. "A nossa não foi a única. Várias casas ficaram com rachadura, outras tiveram vidros e portas quebradas", garante Adriana.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: