Esposa do lutador Godofredo Pepey divulga foto com o rosto machucado após agressão: 'Me reerguendo'

Samara mora com o lutador nos EUA, e foi acolhida por uma fundação após Pepey ser preso na Flória

Matéria por  Redação
03 de Julho de 2025 - 16:25
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A esposa do lutador cearense Godofredo Pepey, preso por agressão, divulgou nas redes sociais nesta quinta-feira (3) um desabafo sobre a violência doméstica e uma foto do seu rosto machucado. Samara Mello mora nos Estados Unidos com o atleta, e foi acolhida pela fundação Fighting Foundation, da lutadora brasileira Rose Gracie, desde que o marido foi capturado pela polícia norte-americana. 

"Quero dizer o que muitos jamais vão dizer: a violência doméstica é real no mundo dos esportes e, na comunidade de esportes de combate, ainda é um tabu que poucos têm coragem de mencionar. Não podemos mais fingir que isso não existe. A violência doméstica vem em muitas formas: física, emocional, mental, sexual e financeira e nenhuma delas é aceitável", escreveu Samara. 

Pepey foi preso pela polícia da cidade de Deerfield Beach, na Flórida, na segunda-feira (30) e enfrenta acusações de violência doméstica, sequestro com lesão corporal e intimidação da vítima, agressão por estrangulamento e obstrução de comunicação com a polícia. O portal Combate, do ge, divulgou que a fiança do lutador foi afixada em 120 mil dólares, o equivalente a cerca e R$ 651 mil, e ele ainda corre risco de deportação.

O lutador agrediu sua companheira, destruiu a casa e prendeu ela na própria residência, impedindo-a de sair de pedir ajuda. A polícia prendeu o brasileiro após ter sido chamada por vizinhos do casal. 

'Estou me reerguendo' 

No desabafo, Samara afirmou estar se "reerguendo" e que é "imensamente grata por ter sobrevivido para poder, agora, fazer diferença na vida de outras mulheres". 

Leia o relato

"Quando a violência acontece dentro de casa, não destrói só uma família, impacta toda a comunidade. Precisamos parar de tratar isso como um segredo, é no silêncio que a violência cresce. Espero que as autoridades no Brasil e no mundo entendam que o sangue no meu rosto e no meu corpo escorre nas mãos de quem ainda vê o feminicídio como uma estatística, e não faz o suficiente para mudar isso", disse. 

Ela finaliza a publicação agradecendo o apoio e diz que "as próximas gerações dependem da nossa decisão agora".

"Sou grata pela comunidade da luta e pelo apoio de organizações lideradas pela Rose Gracie, que leva isso a sério e apoia quem pensa que não tem mais saída", pontua. 



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