13 curiosidades que poucos sabem sobre Zagallo e impressionam qualquer apaixonado por futebol

O velho lobo morreu na sexta-feira (5) por falência múltipla de órgãos

Matéria por  Redação
06 de Janeiro de 2024 - 11:26
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O dono de quatro copas do Mundo Fifa, Mário Jorge Lobo Zagallo, que morreu na última sexta-feira (5), tinha uma fixação e devoção pelo número 13, em razão de sua esposa, que era devota de Santo Antônio comemorado em 13 de junho. Seu único casamento com Alcina de Castro foi, inclusive, em 13 de janeiro de 1955.

A seguir, vamos a 13 fatos curiosos e pouco revelados sobre a carreira esportista de Zagallo, além de alguns resumos numéricos da brilhante carreira no futebol mais dedicada à comissão técnica, quando se aposentou aos 76 anos, do que dentro do gramado como jogador.

  1. Tentou negociar seu passe com vários clubes em troca de “um emprego na Caixa Econômica’ que era a minha garantia de futuro”, conforme disse em entrevista em 2006;
  2. Assinou contrato com o Botafogo em 1958 após a conquista da Copa do Mundo, negando-se a ganhar 2 milhões a mais para vestir as cores do Palmeiras, já que a “mulher era professora e ela ia perder todas as aulas dela se eu fosse para São Paulo”;
  3. Na primeira vez em que pisou no Maracanã, na final de 1950 quando o Brasil perdeu para Uruguai, ele ainda não calçava chuteiras, mas farda de soldado da Polícia e lá, na fatídica derrota, atuou como segurança do estádio;
  4. Queria seguir os passos no futebol do pai, Aroldo Cardoso Zagallo, que chegou a vestir a camisa do CRB, de Alagoas. Só que o pai era contra e sonhava que o filho se formasse em Contabilidade para trabalhar na fábrica de tecidos do tio;
  5. Zagallo jogava no Botafogo quando, em 1965, decidiu se aposentar aos 34 anos e tentar a sorte como treinador no mesmo clube. Em 16 anos como atleta, jamais foi expulso de campo;
  6. Antes de estrear nos campos de futebol pelo América (RJ), ele  praticou vários esportes, destacando-se e ganhando títulos juvenis no tênis de mesa;
  7. Além da amada Amarelinha, Zagallo treinou outras três seleções: Kuwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita;
  8. A relação de Zagallo com a seleção é de amor e muitas glórias. É dono de um recorde histórico: maior número de atuações no comando da seleção com 131 partidas, contando 97 vitórias, 25 empates e apenas nove derrotas;
  9. Como técnico, treinou o Botafogo (duas passagens), Fluminense (duas passagens), Flamengo (três passagens), Vasco (duas passagens), Bangu e Portuguesa. Em times brasileiros, despediu-se do comando técnico pelo Flamengo em 2001, no consagrado gol de falta de Petkovic na final do estadual;
  10. Zagallo recebia muitas críticas como técnico da seleção antes da Copa de 1998 e não costumava aceitá-las. A imprensa à época questionava por não ser Vanderlei Luxemburgo o técnico. Em junho de 1997, o Brasil conquistou a Copa América, na Bolívia. Abriram os microfones e ele disparou: “Vocês vão ter que me engolir!”. Daí, surgiu a frase mais emblemática da carreira.
  11. Outra polêmica que rendeu vários anos foi contra o ex-jogador Romário após não ser convocado para Olimpíadas de 1996 e para nova Copa do Mundo em 1998. Incomodado com o corte, Romário mandou pintar imagem depreciativa de Zagallo, sentado em um vaso sanitário, na porta do banheiro de um bar de sua propriedade. Em 2009, o Baixinho foi condenado a indenizá-lo pela utilização indevida de imagem. Em 2022, mesmo mais de uma década depois, em entrevista Romário atacou: "A minha relação com eles, principalmente com o Zagallo, era tão ruim que, dois anos depois, não tinha como ele não me levar para as Olimpíadas. Ele não levou. O filho da p** não me levou. (Fiquei pu) para ca**. O Zagallo me tirou uma Olimpíada e uma Copa”;
  12. Por suas contribuições ao futebol, recebeu a Ordem de Mérito em 1992, a mais alta honraria da Fifa. Em 2013, foi eleito o 9º melhor treinador de todos os tempos pela revista Soccer Magazine. Em 2023, a tradicional revista inglesa FourFourTwo o colocou na posição 27, o brasileiro mais bem posicionado, entre os 100 melhores técnicos de futebol da história;
  13. Os números do Zagallo que mais surpreendem, dentre vários, são: quatro passagens como técnico da Seleção Brasileira, 91 taças e títulos como jogador e em comissão técnica e o principal ao acumular quatro títulos da Copa do Mundo em 1958 e 1962 (como jogador), 1970 (como técnico) e 1994 (como coordenador técnico).


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