Silvero Pereira fala sobre reconciliação com o pai e aprendizado após a perda

Ator de 43 anos contou que a relação com o genitor mudou depois dos 30 e que pôde se despedir dele com amor e gratidão

Matéria por  Redação
11 de Outubro de 2025 - 11:14
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O ator Silvero Pereira, de 43 anos, viveu uma profunda transformação em sua relação familiar na vida adulta. Conhecido por sua atuação em novelas e pela participação no quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão com Huck, o artista contou que, após os 30 anos, mudou completamente a forma como enxergava o pai. No último mês, enquanto descansava do programa durante a semana de repescagem, Silvero pôde se despedir do familiar em solo cearense.

“Meu pai foi uma pessoa muito importante para o meu autoconhecimento. Até os meus 30 anos, eu o considerava ausente. Mas depois, entendendo o meu processo de amadurecimento e os privilégios que eu tive, mudei essa visão”, contou o ator em entrevista ao Extra.

“Minha mãe é uma mulher semianalfabeta, meu pai era um homem analfabeto, mas eles conseguiram me deixar dentro da escola. Sou o primeiro filho graduado dentro da família. Consegui ter acesso a um tratamento terapêutico que me ajuda a resolver problemas. No meio de tudo isso, entendi que não era um filho sem pai. Eu tinha um pai que precisava de um filho". 

Há um mês, o ator perdeu o pai, conhecido como seu Zé, e prestou uma homenagem emocionante nas redes sociais. Em setembro, Silvero compartilhou uma foto do pai jovem e escreveu: “Somos parecidos em traços físicos”. Segundo ele, a relação entre os dois se transformou completamente nos últimos anos.

“Fui atrás desse homem nos últimos 13 anos da minha vida. Eu tentei trazer o amor que ele nunca teve, que nunca recebeu, e entendi que isso era mais importante. Então nossa relação mudou. Ele se tornou um pai presente, amoroso, querido”, revelou Silvero.

Nas redes sociais, amigos e fãs enviaram mensagens de apoio e carinho ao ator, que afirmou ter vivido o luto de forma serena. “A partida do meu pai foi tranquila. Ele se foi no lugar que mais amava estar, que era na roça. Foi uma morte fulminante. Ele falava que não queria ficar prostrado, internado. Foi muito rápido. E eu tive esse privilégio de chegar até lá e me despedir com decência. Tudo que a gente precisou fazer, fizemos com ele em vida. Para mim, esse foi o ensinamento mais forte que eu tive com o luto do meu pai". 



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